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Cristo nos Salmos

OBJETIVO DOS SALMOS

Foram escritos pelos salmistas como reações sinceras diante de Deus, ao experimentarem as inúmeras alegrias, tristezas e provações da vida. Eram veículos de expressão do povo de Deus através de toda uma gama de experiência que os tornava aptos a apresentar os sentimentos e pedidos ao Senhor em termos significativos e intensos. Serviam para expressar os anseios de Israel pela vinda do Messias, revelando, por inspiração divina, muitos detalhes proféticos de sua primeira e segunda vinda. Eram o hinário de Israel para muitos rituais e cerimônias, tais como festividades religiosas, culto no templo e reuniões locais e nacionais.

MINISTÉRIO DO CORAÇÃO

A linguagem dos Salmos visa mais a alcançar o coração do que a mente. Em vez de relatos completos de história ou teologia, os Salmos apresentam com frequência um mosaico de pensamentos sobre um assunto, incluindo às vezes muitas repetições, contrastes e analogias. Sua composição é obra de artista, com hábeis toques e cores sutis. O poeta não se satisfaz apenas em transmitir informação; procura dar um colorido à verdade em várias dimensões, provocando analogias notáveis ou familiares que empolguem o coração e a mente. Os Salmos são multidimensionais na apresentação da verdade. Esse reconhecimento é essencial, seja para sua leitura, seja para sua explanação. As muitas figuras de linguagem contidas neles são selecionadas com cuidado para proporcionarem o devido equilíbrio e elucidarem a verdade do assunto em foco. Além de serem de inspiração divina, os Salmos são uma obra de arte literária e impõem a atenção de quem se dedica ao seu estudo.

PENTATEUCO DE ISRAEL PARA DEUS

Do mesmo modo que os cinco livros de Moisés são o Pentateuco divino para Israel, os Salmos são muitas vezes chamados de “O Pentateuco de Israel” para Deus. São as reações do povo piedoso para com o Senhor, em situações que se assemelham às contidas nos livros de Gênesis a Deuteronômio. A característica de se dirigir a Deus, e não aos homens, é um dos traços mais importantes dos Salmos, e isto só é encontrado ocasionalmente nos outros livros bíblicos. Quase a metade dos Salmos começa com uma oração, na maioria das vezes expressando necessidade ou angústia. Os salmos de Davi eram chamados de “orações de Davi” (72:20), e o livro todo tem o nome de “O Livro de O ração” de Israel. Os Salmos torn aram – -se o manual de instrução de Israel para oração e culto, sendo o seu tema dominante o conceito de adorar em oração. Um dos grandes proveitos práticos que podemos tirar do estudo desse livro é, à semelhança dos salmistas, aprendermos a adorar a Deus com expressões de lamento, cólera, alegria e confiança, em toda a extensão das experiências humanas.

SALMOS CITADOS NO NOVO TESTAMENTO

Das 360 citações e alusões ao Antigo Testamento encontradas no Novo Testamento, quase um terço (112) referem-se aos Salmos. W. Graham Scroggie (The Psalms) observou que elas se referem a noventa e sete salmos, e encontram-se em vinte e três dos vinte e sete livros do Novo Testamento. A seguir, uma lista de setenta e sete das citações mais importantes das 112 arroladas por Leopold Sabourin. Mais ou menos a metade dessas referências relacionam-se com o Messias e o seu ministério. O grande número de citações e alusões indicam a importância que os escritores do Novo Testamento atribuem aos Salmos

SALMOS MESSIÂNICOS

Os Salmos contêm muitas referências à pessoa e à vinda do Messias. As descrições de Cristo e sua obra são algumas vezes mais detalhadas do que nos Evangelhos, registrando, por exemplo, não somente a sua morte, mas os seus pensamentos, quando ele estava na cruz. Essas referências eram consideradas tão importantes que o Senhor repreendeu os discípulos por não compreenderem que elas se referiam a ele (Lucas 24:25, 44).

—– Retirado de: Stanley Ellisen – Conheça Melhor o Antigo Testamento.


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