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Coronavírus: provação ou tentação?

Por Lucas Rosalem.

“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tiago 1:2).

Ainda em nossos dias, mesmo depois de mais de 2 mil anos de cristianismo, com uma mesma Bíblia mostrando que a vida cristã está ainda mais propensa a sofrimento do que a vida comum, é realmente fácil encontrar evangélicos tão néscios, tão sem conhecimento mínimo da Bíblia (que eles mesmos dizem acreditar) ao ponto de acreditarem que ser cristão de verdade é ter proteção divina contra os males deste mundo (ou que ter fé isenta os cristãos de sofrimento comum).

No versículo acima, Tiago, irmão de Jesus, deixa claro o extremo oposto: nós devemos nos alegrar diante das provações! E ele não para por aí, ele dá o motivo para isso: “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança (v.3).

Em outras palavras, nós, os cristãos, teremos mais provações do que o comum porque sem isso não é possível que se produza em nós perseverança. Ou seja, cristão de verdade é aquele cuja perseverança foi moldada através das adversidades desta vida!

E não, não é algo comum que “acontece com todos”. Tiago é claro em explicar que o sofrimento na vida cristã não é fruto do acaso, mas algo necessário para a caminhada da fé. Assim, é o próprio Deus quem nos submete a provas, assim como provou Jó com todo tipo de sofrimento e dores.

“Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (v.4).

Deus nos submete a essas situações (como a que o Brasil tem passado nos últimos meses) para nos fortalecer. Essa é a diferença entre provação e tentação.

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (v.12).

A tentação é a emboscada armada contra nós com o objetivo de nos fazer esmorecer. Enquanto isso, a provação é um obstáculo entregue a nós por Deus para exercitar-nos na fé que ele nos confiou. É por isso que quando alguém cai em pecado diante dos problemas da vida jamais pode atribuir a Deus aquilo que enxergou como tentação. É por isso que Tiago continua assim: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (v.13).

Da mesma forma que uma ofensa só acontece quando a parte atacada se permite enfraquecer e “ofender-se”, uma tentação só acontece quando a pessoa se entrega ao que ela mesma, em seu coração caído, estabeleceu como sendo algo tentador para ela.

“Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz” (v.14).

Se algo só nos é tentador se alimentamos a podridão do nosso coração, esse entendimento muda totalmente a forma como entendemos os problemas.

É o próprio Tiago, ainda no mesmo capítulo, que nos mostra como devemos agir nesses momentos de sofrimento generalizado como o que estamos vivendo. Ao invés de apenas nos preocuparmos com o nosso próprio prejuízo e sofrimento, apressados a falar nossas opiniões agressivamente contra os outros:

“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.

A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tiago 1:26,27).

Você já tentou o caminho cristão, descrito acima, diante dos problemas atuais?

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