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VOCÊ DEVE SABER QUE LUTAS VAI ENTRAR!

Por Pedro Dulci
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Quando pensamos que o especial de natal do Porta dos Fundos (PdF) já tinha dado o que falar, agora vemos que aquele dia ainda não terminou. Após o ataque a sede da produtora, temos novamente a oportunidade de colocar a pergunta fundamental para os evangélicos brasileiros: o que nos preocupa tanto nesses episódios?
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Podem pensar que é uma pergunta retórica, mas não é. Primeiro, quando saiu o episódio a preocupação era boicotar o Netflix como forma de mostrar nossa desaprovação com a blasfêmia. Já escrevi que era não é, nem de longe a melhor estratégia.
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Em seguida, com a notícia dos ataques, a preocupação é descolar de nós, evangélicos, a relação com a possível militância integralista. Mesmo que ainda tenha muita água para rola nessa história, para muitos o que interessa é deixar claro que os carinhas verdes integralistas, mesmo com conceitos teológicos de “blasfémia”, não são necessariamente cristãos, muito menos evangélicos — mas uma iniciativa política neofacista.
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Parece que tudo isso que temos vivido é uma versão piorada de episódios como o de Charlie Hebdo. Ou ainda, uma espécie de filme de baixa categoria — tipo as produções do PdF: personagens superficiais, caricaturados, sem conexão com a realidade.
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Nada disos interessa. Já existem pessoas falando de “terrorismo evangélico”. A polarização está cada vez mais evidente e, como consequência, mais baixa — com post de Caue Moura tentando ofender cristão, mas conseguindo apenas atingir a honra das mulheres com retórica misógina.
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Meu irmão, antes você entrar nessa confusão, queria te dar APENAS UM conselho: busque agir (orando, falando, escrevendo, postando ou ficando em silêncio) consciente da verdadeira oportunidade que o PdF nos deu no fim do ano: a oportunidade de demonstrar publicamente o que realmente afeta os discípulos de Cristo.
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O PdF não representa NADA para a cristandade. Não é possível que estamos preocupados com a influência deles na visão de nossos filhos e cidadãos brasileiros a respeito de Jesus. O que é um vídeo de 40min de um grupo que existe hoje e amanhã desaparecerá, frente aos séculos da Igreja de Cristo?
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“Mas não foi você que escreveu sobre Nicolau batendo em rio?”. Claro! Só que o que estava em jogo ali era um dos maiores concílios da Igreja sobre a doutrina da dupla natureza de Jesus. Isso era motivo de vida ou morte — e ainda assim, não justifica tapas e coquetéis molotov.
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Se a maior luta que a igreja evangélica brasileira consegue travar publicamente é contra um vídeo do PdF, estamos ignorando o trabalho de nossos pastores, teólogos e líderes que nos ensinam há séculos sobre quais lutas são dignas de serem travadas!

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