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Seu Sangue Purifica de Todo Pecado!

A igreja brasileira está inserida numa sociedade em decadência. A igreja é uma contracultura dentro de uma cultura decadente, em decomposição; uma sociedade que não tem princípios; uma sociedade que não é regida pela verdade de Deus. E essa era exatamente a realidade da igreja de Corinto.

Em Corinto havia um dos principais templos do culto grego, Afrodite, a deusa do sexo, com cerca de 10.000 prostitutas cultuais, que prestavam culto através da prostituição. O ambiente era de promiscuidade, lascívia, e todo tipo de imoralidade sexual. Lá também ficava a maior estátua de Apolo, que era um monumento ao corpo masculino, sugestionando a prática homossexual – não foi à toa que Paulo diz no capítulo seguinte que os efeminados não herdariam o reino de Deus. É provável que muitos irmãos antes da conversão estivessem perdidos nessa prática.

Infelizmente, a igreja de Corinto não vigiou e deixou que o problema que os rodeava também atingisse o seio da igreja. Paulo denuncia uma situação tão deplorável e repugnante que nem mesmo aos coríntios era comum: um homem que estava tendo relações sexuais com sua madrasta. O alerta de Paulo à igreja foi duro e seco! Muitos crentes hoje preferem até mesmo ficar com suas próprias opiniões sentimentais a favor do pecado do que realmente amar o corpo de Cristo e compreender quão danoso é a todos quando a perversidade é tratada com gentileza.

“E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente. Quando vocês estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus […] entreguem esse homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor (1Co 5:3-5).

Obviamente, não bastaria o erro ser apontado à distância. A própria igreja era responsável por aquilo e os irmãos deviam agir rapidamente. Se a igreja não agisse, aquilo se alastraria. É aí que entra uma das frase famosas do apóstolos:

“O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado” (1Co 5:6,7).

A igreja precisa tratar o pecado! A disciplina precisa ser feita em nome de Deus, no poder de Jesus e com a participação de toda igreja. A disciplina é um ato seríssimo e de extrema importância. Hoje vemos muitos evangélicos mal criados, prepotentes, com pouco conhecimento de Deus e da história de Israel; parecem não entender sua condição de queda e que subsistem diante de Deus apenas por misericórdia – ou seja, por Deus não lhes dar o que eles merecem: sua ira!

Na Antiga Aliança, Deus lançava juízo sobre toda a nação quando parte dela se desviava. O juízo trazia sofrimento a todos, mas enquanto para alguns era punição, para outros era disciplina. Deus sempre usou de disciplina para demonstrar seu amor por seu povo e fazê-lo voltar para si, para afastá-lo do pecado e prepará-lo para coisas maiores. Vemos isso em toda Escritura. Esse era o espírito de Paulo, cheio de uma ira santa, mas em defesa da igreja. O nome de Deus estava sendo blasfemado e o Espírito Santo entristecido. Havia uma série de consequências; a igreja não podia mais ter parte com aquele homem; ele precisava ser excluído de imediato. É nesse contexto que surge a argumentação de Paulo que se tornou o maior manual bíblico sobre como tratar o pecado na igreja. Nessa ocasião ele usa alguns argumentos baseados na festa da páscoa. Vejamos como foi o raciocínio.

A igreja de Corinto tinha tanto judeus quanto gentios na sua membresia. Certamente, como o cristianismo era baseado no Antigo Testamento, os membros gentios já tinham aprendido a respeito dos costumes e festas judaicas e como tudo aquilo prefigurava a Cristo. Eles sabiam, por exemplo, que durante dez dias os israelitas tinham que comer pão sem fermento – por isso às vezes a festa da páscoa também é chamada de Festa dos Pães Asmos. No final dos dez dias, o povo imolava (sacrificava) um cordeiro que precisava ter um ano de idade e sem defeito, que era comido entre a família, com ervas amargas e os pães asmos.

Todo cristão sabia, aquilo era um símbolo do sacrifício do Messias que permitiu a libertação do povo de Israel da terra do Egito, prefigurando assim a nossa libertação, o nosso êxodo espiritual do reino do pecado e da morte – o reino de Satanás – para o reino glorioso do nosso Senhor e Salvador.

A páscoa estava cheia de significado redentor, e Paulo usa, então, essa figura para ilustrar a razão pela qual nós não podemos suportar o pecado e permitir que ele permaneça em nós sem que seja tratado. Paulo diz, assim, que o pecado é como o fermento (v.6). É interessante notar que a denúncia do apóstolo incluía que a igreja se gloriava em sua espiritualidade, como também vemos no capítulo 14 inteiro, onde vemos que o culto estava basicamente uma baderna, uma confusão, travestida de poder do Espírito, apenas servindo ao ego dos membros que não se preocupavam com a edificação da igreja em si, mas em “edificar a si mesmos”, como aponta o apóstolo.

Todo tipo de pecado funciona como fermento, se não tratado. Seja o orgulho, a avareza, o exibicionismo ou a imoralidade sexual. A igreja de Corinto não costumava trazer disciplina aos irmãos, por isso tudo estava tão contaminado, ainda que eles conhecessem o Evangelho. Eis o perigo de se acovardar e deixar cada um “em paz” com seu pecado! Algo muito semelhante à política moderna do “não julgueis” que ouvirmos de muitos crentes.

O poder que o fermento tem de contaminar é usado por Paulo para se referir ao poder que o pecado não tratado tem de corromper e se espalhar. Quando a igreja não se apressa a tratar pecados expostos, eles se alastram e corrompem não só a mente de quem os pratica, mas, pelo exemplo, corrompe a mente de terceiros, que são encorajados pela conivência de quem podia fazer algo e não faz. Isso é tão comum hoje que se alguém tenta repreender e corrigir um irmão, logo aparece alguém perguntando se essa pessoa é perfeita, se ela não tem pecados, como se um pecado invalidasse o outro. Ora, se houver pecado exposto de quem fez a correção, que haja correção desse pecado também, ao invés de se encobrir ambos os pecados!

Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado (1Co 5:7).

Por que ele diz que os irmãos já eram sem fermento? A razão é que Cristo, o Cordeiro Pascal, já foi sacrificado não só para nos livrar da culpa, mas nos purificar do pecado. Cristo morreu pelos nossos pecados, mas Ele também morreu para nos livrar do poder do pecado, para que sejamos uma nova massa! Não faz sentido entender o que Cristo fez e continuar nos mesmos pecados de antes, ao invés de celebrar essa festa que é a vida cristã! Nós celebramos a nossa libertação. Celebramos a vitória do Cordeiro! Por isso ele diz:

“Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade” (1Co 5:8).

Celebremos, porque mais do que o Cordeiro já ter sido sacrificado, perdoando nossos pecados e nos livrando do seu poder, Ele ressuscitou dos mortos! Ser cristão é fazer parte da família mais alegre do mundo! Mas essa alegria não faz vistas grossas para a corrupção.

Outro argumento de Paulo é que existe lugar para separação, sim, no povo de Deus. A separação da imoralidade e seus propagadores, muito mais se esses estiverem dentro da igreja, participando do sangue e do corpo de Cristo! A pior comunhão para a igreja é com imorais que se dizem cristãos. É desses que devemos nos separar.

“… vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo […] agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer (1Co 5:9-11).

Muitos são os casos em que pessoas excluídas do seio da igreja retornam tempos mais tarde com aqueles pecados já deixados para trás, superados. Por isso é que Paulo dá uma ordem para a igreja que é decisiva para a saúde e da comunhão dos irmãos:

“Como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?
Deus julgará os de fora. “Expulsem esse perverso do meio de vocês“‘ (1Co 5:12,13).

Pode parecer uma disciplina severa, mas não se lembrarmos do que foi dito antes: “para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1Co 5:5)

O alvo de Paulo é que, mediante a repreensão e o arrependimento o pecador seja salvo no fim das contas. Se Cristo morreu por tal pessoa, mas ela se entregou ao pecado por falta de correção da parte dos irmãos, o amor de Deus será expresso por ela lá fora, e o Senhor certamente a tratará e a reconduzirá para comunhão, como tantas e tantas vezes fez com seu povo eleito.

Nós não podemos nos deixar levar pela cultura que nos cerca! A cultura parece estar sempre mudando, mas sempre foi a mesma coisa, uma tolerância tremenda ao pecado, seja qual for. O mundo aceita tudo, mas nosso padrão é outro. Nós devemos é nos lamentar pelos pecados dos outros e nos arrepender dos nossos, pois o nosso Salvador morreu para tirar de nós o velho fermento. O sangue do Cordeiro foi vertido para que a morte passasse por cima e não pudesse nos encontrar!

Paulo usa como pano de fundo a comunhão dos irmãos, ainda nessa mesma carta aos coríntios, para citar as palavras do nosso Senhor, ditas na comemoração da páscoa com os discípulos. Foi na páscoa que Jesus disse que a partir dali o povo santo não celebraria mais a libertação do Egito, mas cearia trazendo à memória seu corpo e sangue que foi entregue pela Igreja (1Co 11:23-26)

Todos aqueles que estão em Cristo têm o livramento da morte, a remissão dos pecados, a salvação eterna, vida abundante com Deus! Nenhum de nós é perfeito, mas há perdão onde há arrependimento. Que saibamos dessa verdade e possamos viver de acordo com o Evangelho de Cristo.

– Lucas Rosalem

— Este texto é a 6ª parte da Série A Páscoa & o Evangelho. Confira a série completa AQUI.


 


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A Páscoa da Igreja Exilada

somos peregrinos nesta terra

“Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro” (Esdras 6).

Essa era uma páscoa diferente. A páscoa dos peregrinos! Algumas versões dizem “aqueles que voltaram do exílio”. Assim se repetia a sina do povo de Deus.

O Templo estava em Jerusalém. O que acontecera com Israel, o reino do norte, jamais poderia acontecer com Judá; as promessas de Deus pareciam assegurar que uma tragédia assim não lhes sobreviesse. Mas não foi assim.

Nabucodonosor arrasou Jerusalém, levou os tesouros, prendeu o povo, matou uma multidão. A morte dessa vez não passara alheia como no Egito, mas veio de encontro! Judá foi desconectado de sua cultura, de sua religião e de sua história; um momento onde muita humilhação havia foi experimentada, e ninguém saberia mais o que era a páscoa por muito tempo – a celebração que relembrava dos grandes atos do Senhor e o drama do livramento recebido no Egito fora impedida. A celebração deveria ser no lugar onde o Senhor havia escolhido, não em qualquer lugar. Com o povo estava cativo na Babilônia não havia o que fazer.

O sofrimento foi tamanho que o profeta Jeremias escreveu todo um livro com as suas Lamentações. Eles não tinham mais nada! Como consequência do pecado de Israel, a história agora os obrigara a, mais uma vez, se esquecerem do grande evento de salvação. Contudo, dessa vez. Nada podiam fazer para mudar o cenário dessa vez; mudança de postura não bastaria. Podiam apenas se lamentar. Deus, no entanto, não se esqueceu do seu povo e de suas promessas.

Na Babilônia não havia páscoa. Não havia esperança!

Talvez você pense que ir à igreja e cantar louvores a Deus seja difícil diante da situação em que você se encontra. Talvez seu espírito esteja abatido, angustiado e, por tudo que você passou, a liberdade em Cristo não pareça ser motivo suficiente para alegria. Mas imagine quantas orações o povo havia feito no cativeiro, sem poder celebrar, sem ter o que celebrar. Eles, no entanto, precisavam se lembrar da esperança. A fé deles, de algum modo, foi preservada e purificada assim.

Muitos anos à frente o novo imperador permitiu que templos fossem construídos e sacrifícios fossem feitos. Um gesto de libertação que havia sido profetizado por Jeremias (Ed 1:1-4). O povo então volta para Jerusalém e começa a reconstrução do Templo, mas as dores do exílio não passaram tão fácil assim.

Veja como Deus os preparou para levá-los novamente para si. Eles não apenas voltaram para sua terra, mas voltaram com uma finalidade: adorar a Deus livremente! E esse era um momento muito diferente. Eles eram poucos, estavam fracos e pobres. A nação perdera seu orgulho, pois perdera sua importância. Diante disso há uma comoção generalizada na construção do Templo. A Bíblia diz que eles louvavam enquanto faziam os fundamentos do Templo, dizendo “Ele é bom e o seu amor por Israel dura para sempre”. Havia aqueles que choravam, pois tinham visto a glória do primeiro Templo, mas havia também choro de júbilo (Ed 3:11-13).

Deus estava mostrando ao seu povo que só Ele poderia trazer livramento. Só Ele tinha interesse em preservá-los. Só Ele era justo e misericordioso. Só Ele tinha um plano para salvá-los, remi-los e ainda assim manifestar sua justiça contra o pecado. O plano todo de redenção ainda não havia sido revelado à humanidade, mas a páscoa os fazia relembrar do sangue derramado, do preço pago pela sua libertação. O preço de serem novamente conduzidos a Jerusalém havia sido pago na eternidade pelo Cordeiro de Deus. Todo a jornada de Israel era garantida e em direção ao sacrifício dos sacrifícios.

A dor do exílio ainda estava lá. Havia cicatrizes, marcas profundas, desgaste, prejuízo. Eles não eram os mesmos. Apesar disso, o povo estava feliz e reconhecia a grandeza da libertação! A festa foi pequena, mas foram sete dias de alegria! (Ed 6:22). Eles poderiam ter se revoltado ou desanimado, mas o povo de Deus não é assim. E não se cultua apenas quando tudo está bem. Eles agora podiam adorar no Santo Monte! Eles, na verdade, só tinham a adoração a Deus. Apenas o Templo e uma festa para celebrar. Apenas a liberdade e a memória. Trazendo para a nossa realidade, é como se eles alegrassem apenas dizendo “que bom que eu sou crente! Nada mais tenho, senão o Senhor da minha salvação! Ainda tenho fé. Eu posso adorar a Deus. Faço parte do povo escolhido, o povo de Cristo!”

Nós celebramos Jesus na páscoa, e o que Ele fez foi exatamente perder tudo que tinha. Esse é o caminho mais difícil: perder todas as coisas para depois retomá-las sem idolatria. O caminho é necessário e indispensável.

A nação havia passado, sem perceber, por uma circuncisão no coração. Eles estavam agora compreendendo que o bem deles não era a terra, mas o Deus da terra. Aliás, é isso que somos: peregrinos nesta Terra! Davi entendia isso quando adorou a Deus reconhecendo que só Ele era dono de tudo que há nos céus e na terra e que Israel era povo estrangeiro e forasteiro como seus antepassados. Ele disse ainda: “Os nossos dias na terra são como uma sombra, sem esperança” (1Cr 29:11-15).

Nós precisamos aprender que somos peregrinos! Precisamos entender que estamos em exílio e que esse é o motivo do anseio das nossas almas. Israel constantemente se esquecia disso e voltava ao exílio para relembrar. Eles precisavam aprender que ninguém tem uma terra. Ninguém tem uma cidade. Ninguém tem uma riqueza, um filho, uma mulher, uma carreira. Ninguém tem nada. Quem tem tudo é Deus – quem tem Deus tem tudo! O peregrino sabe que só Deus tem a terra, só Ele pode tirá-la e só Ele pode devolvê-la. O peregrino pode ter a terra, mas ele quer o Senhor!

Por isso nessa época eles eram chamados ainda de exilados, mesmo já tendo voltado para Jerusalém. Isso estava na alma judaica. O povo escolhido sempre estava sendo levado em direção a Jerusalém, não só literalmente, mas espiritualmente. Nós somos esse povo!

Veja como o apóstolo Pedro saudava a Igreja: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos, peregrinos da dispersão…” (1Pe 1:1). Nós somos um povo sem terra. Um povo que é constantemente levado ao sofrimento, ao exílio, para aprender que é peregrino, mas filho do dono de toda a Terra!

Na ceia, nós celebramos o que Deus fez por nós através de Jesus. Mas Jesus disse também que não estaria presente fisicamente até aquele grande dia, no final, quando Ele voltaria e cearia conosco. Essa é a vida do cristão. Vivida entre um grande evento de salvação acontecido no passado, o qual constantemente relembramos, e a expectativa de um maior evento ainda que virá, a saber, a ressurreição final. Nós estamos ainda no meio do caminho; somos peregrinos.

Ainda que tudo esteja dando certo, nós ainda somos peregrinos. Não se assente em seu lugar imaginando que a vida está ganha e que a felicidade e a realização será encontrada no lugar onde você se está. Você está numa jornada, está trilhando em direção a Jerusalém. Muitas experiências ainda poderão lhe trazer saudade das glórias passadas. Peregrinar não é coisa simples! Mas vivemos na esperança de termos sido ressuscitados antes para sermos ressuscitados finalmente no Grande Dia!

É isso que significa celebrar a páscoa.

Repense suas alegrias. Repense suas motivações, seu anseio e até seu choro. O que importa não é a terra, mas o Deus da terra. Que a alegria que nós temos por termos o Senhor Jesus já seja suficiente para celebrar agora. Em seus problemas, Deus está te ensinando algo.

Não deixe que a páscoa seja apenas uma data, mas uma realidade!

– Lucas Rosalem

— Este texto é a 5ª parte da Série A Páscoa & o Evangelho. Confira a série completa AQUI.


 


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Trazendo à memória a Esperança!

“Nunca se celebrara em Israel uma páscoa
semelhante a essa” (2 Crônicas 35)

É curioso que tanto tempo depois da primeira páscoa, depois de tantos momentos importantes, impressionantes e de vitória, essa páscoa, nos tempos do rei Josias, tenha sido tão memorável como a passagem a descreve, não é?
O problema de Israel era que eles haviam se esquecido do grande evento de salvação! O povo havia se esquecido do pacto que Deus fizera com eles concedendo livramento e preservação. O descaso trouxe juízo. Agora, o anjo da morte não passaria sem tocá-los.

Como foi profetizado pelo profeta Oséias, um grande império pagão agressivo havia se levantado trazendo juízo de Deus: o Império Assírio. As tribos estavam divididas entre dois reinos desde a morte de Salomão entre: Israel ao norte e Judá ao sul. Israel estava totalmente dominado pela Assíria e Judá em uma situação delicada, com o reino sendo pressionado e influenciado, com pouca autonomia, além de muitos problemas de pecado e idolatria com cada rei que assumia o trono. Até que, em dado momento, o Império Assírio tem seu poder enfraquecido e Deus levanta um novo rei em Judá, chamado Josias, que aproveita a ocasião para fazer uma reforma religiosa.

Nessa reforma, o sumo-sacerdote encontrou um livro misterioso e desconhecido na Casa do Tesouro. Tal era a situação dos judeus que o sacerdote nem sabia como ler o tal livro e o levou a um escriba que se assustou com o que estava escrito: se tratava de um rolo de Deuteronômio! Josias deve ter tido arrepios de perceber como eles estavam longe do pacto feito entre Deus e Israel!

Como poderiam escapar impunes da ira de Deus depois de tanto tempo de descaso, pecado e idolatria? Quem pagaria a conta? Sangue certamente seria derramado! De imediato, houve um profundo arrependimento que projetou aquela mera reforma do santuário para uma transformação no rei, na classe sacerdotal e nos levitas, que se estendeu a todo território de Israel. Esse é o potencial da Palavra do Senhor!

Diante do arrependimento sincero do rei, Deus manda um recado a ele, dizendo que Israel sofreria ainda mais, mas Judá escaparia do juízo (2Rs 22:16-20).

Josias chama todo o povo, faz todo o povo ouvir aquelas palavras do livro, renovando assim o pacto. O rei começa, assim, a trazer a memória do povo de Deus aos seus contemporâneos. A memória os conectou novamente à Aliança e uma esperança gloriosa estava sendo declarada. O resultado não poderia ser outro! Arrependimento profundo, mudança de mente, renovação da fé e uma esperança restaurada.

Ninguém subestime o poder de transformação que a Palavra de Deus pode causar no ser humano!
Mais uma vez o Senhor usaria de sua misericórdia com o remanescente fiel de Israel. Mais uma vez haveria perdão de pecados. Mais uma vez eles teriam esperança!

Com o fervor restaurado, a páscoa volta a ser celebrada e nunca antes se celebrara em Israel uma páscoa semelhante.
A história de Israel é a nossa história. A história de Josias é a nossa história! Esses eventos de salvação vão culminar na Nova Aliança, no Cristo vivo que triunfou sobre a morte e o pecado em sua cruz e ressurreição.

A Lei lembrou Israel do pacto, a Antiga Aliança. O Evangelho nos lembra do nosso pacto, a Nova Aliança, firmada com Cristo em sua morte e ressurreição. Lembrar da Aliança é lembrar do sangue derramado pelo Cordeiro! É lembrar que estamos cobertos pela proteção de Cristo! O anjo da morte passará, mas já não pode nos tocar. É isso que a páscoa nos traz à memória.

Glória a Deus!

– Lucas Rosalem

— Este texto é a 4ª parte da Série A Páscoa & o Evangelho. Confira a série completa AQUI.


 


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Afinal, o que é a Páscoa?

cruz páscoa

O cristianismo é conhecido no mundo todo, assim como o personagem principal da sua narrativa, Jesus Cristo. No entanto, até mesmo dentre os cristãos há muitas dúvidas sobre o que é a páscoa e se ela deve mesmo ser celebrada por nós. Você saberia dizer?

Este texto introduz uma série de 7 exposições bíblicas do Evangelho a partir da narrativa da páscoa.

Há duas formas bem comuns de errar sobre o assunto:

1) Achar que os cristãos apenas celebram porque está na Bíblia, em memória do evento que marcou a saída de Israel do Egito. Afinal, até Jesus a celebrou.

2) Achar que a páscoa cristã nenhuma relação tem com a páscoa judaica e que se trata exclusivamente o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Ambos os pensamentos estão equivocados. Nós não celebramos a páscoa meramente por ser uma celebração que está na Bíblia. Aliás, há várias outras celebrações judaicas e nós não celebramos nenhuma delas. Contudo, a páscoa cristã está completamente conectada com o evento que recebeu o nome de “páscoa” para os judeus. Todo cristão deveria entender bem desse assunto, visto que é justamente sobre o Evangelho da salvação, como explicaremos. Infelizmente, a maioria das igrejas brasileiras celebra ou por misticismo, ou por entretenimento, sem expor à igreja qual sua importância

A páscoa é sobre Cristo, é sobre o Evangelho. Mais especificamente, sobre a ressurreição de Cristo. A páscoa representa a esperança cristã na vida eterna; representa o livramento de Deus para o seu povo; representa a libertação e a preservação dos eleitos, de todo aquele que confia nele.

A páscoa, portanto, demonstra sobre alguns aspectos específicos do Evangelho que são encontrados também em vários outros lugares das Escrituras. Vários eventos narrados na Bíblia mostram a mesma estrutura e as mesmas características – contidas na páscoa, tando judaica quanto cristã – do plano de redenção que Deus traçou desde a eternidade.

Nesta série pretendemos mostrar ao leitor como identificar a semelhança entre a páscoa e o Evangelho encontrado em outras passagens, assim como ajudá-lo a entender o propósito, as conexões e a importância da páscoa judaica e a ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu na cruz para perdoar todos os nossos pecados.

Muitas vezes, na história da humanidade, Deus se manifestou para livrar seu povo. É isso que a páscoa nos traz à memória. Para muitos, a páscoa é apenas sinônimo de mais um feriado, mais uma data comercial. Esperamos que, com essa série, você possa enxergar essa celebração tão cara à Igreja de Cristo com outros olhos.

Em Cristo,

– Lucas Rosalem – facebook.com/ApenasOEvangelho

— Este texto é a 1ª parte da Série A Páscoa & o Evangelho. Confira a série completa AQUI.


 


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Que músicas posso ouvir?

*Aqui, vamos analisar a confusão feita por um menino chamado Diego, sobre música secular. Mesmo que você seja adepto das crenças que ele apresentou, será impossível você ler até o final e não sentir pena de quem ainda está tão cego sobre o assunto, como nosso amigo estava. Vamos dar as mãos e tentar aprender algo, com maturidade e humildade.*
CONFUSÃO COMUM EM ALGUMAS IGREJAS
Não é preciso explicar muito pra entendermos que o único ensino espiritual que devemos respeitar de um líder é aquele que confirma e explica o ensino bíblico. Mesmo assim, é comum vermos igrejas onde é proibido mulheres usarem calça, homens usarem short, membros assistirem televisão e outras coisas tão bizarras quanto essas, assim como a proibição de ouvir música que não tenha sido composta por um evangélico. O problema é que todas essas proibições, desde as mais sutis às mais absurdas, são defendidas com suposto embasamento bíblico. Ninguém jamais dirá o contrário sobre as crenças que defende – todos acham que têm fundamento bíblico, não é? Como resolver o problema?
PROIBIÇÕES E PERMISSÕES
É importante pensar no seguinte: pecado é tudo aquilo que transgride a lei de Deus (é o que a Bíblia diz). Se algo não transgride a lei, então não é pecado. Se alguém chama de pecado algo que a Bíblia não chama, está dizendo que sua própria santidade e justiça é superior à santidade e justiça das Escrituras e de Deus, que nos deu as Escrituras.
A Bíblia não deve ser vista como um livro de regras de “pode e não pode”. Quando você faz isso, está se comportando como um ímpio, como alguém que ainda está cego espiritualmente, alguém que ainda não entendeu o que é a Bíblia, o que Deus planejou para o homem e nem mesmo a própria mensagem do Evangelho. Então, vamos resumir o básico antes de entrar no assunto em questão, que é a música:
O PLANO DE DEUS E NOSSA RELAÇÃO COM A CRIAÇÃO
Deus escolheu Abraão para dele fazer um povo com o qual depois Ele fez uma aliança. Quando estabeleceu a aliança, Ele disse que daria leis ao povo, para que eles fossem diferentes dos gentios (povos não-judeus). Então a partir daí nós entendemos que o povo de Deus (que hoje é a igreja de Cristo), tem que ser diferente. Mas a pergunta é: diferente em que sentido? Em quais coisas?
Precisamos olhar para as leis e ver em quais aspectos Deus queria que o povo de Israel fosse diferente. Vemos que o principal está na forma de viver, de se relacionar e de enxergar a vida, pois as leis (como Cristo disse) se resumem em duas: amar a Deus sobre todas as coisas, de todo entendimento, e amar ao próximo como a nós mesmos. Isso faz com que todas as atitudes que tomamos sejam de acordo com esse parâmetro, não é? Isso é o que se chama de “cosmovisão” ou seja, a visão de mundo. Ou seja, a cosmovisão de Israel (a forma com que eles deveriam enxergar o mundo e agir) era sempre lembrando da vontade de Deus, e era essa vontade que as leis refletiam.
SOBRE A LEI DE DEUS
Algo muito simples de entender é que, se realmente há uma proibição bíblica sobre algo, isso sim é que deve ser provado – isso se faz com uma interpretação honesta do texto, a partir da contextualização imediata, da hermenêutica e da exegese, sempre que houver qualquer dúvida sobre o texto.
Mas algo ainda mais importante de se entender é que ninguém será salvo por tentar cumprir a lei de Deus. A salvação de ninguém será pelas obras, mas somente pela fé. A fé, recebida por nós do próprio Deus, é que começa em nós o processo de santificação, gerando em nós as obras, que não são fruto do nosso esforço, mas fruto do Espírito Santo, como sabemos. É por isso que a fé verdadeira tem obras, pois essas obras são geradas pela própria ação do Espírito Santo em nós. A salvação é anterior às obras da santificação (as obras da fé), pois a fé é o motivo pelo qual as obras acontecem – sendo tanto a fé quanto as obras fruto do Espírito.
Agora vamos ao que interessa.
QUE MÚSICAS PODEMOS OUVIR?
A Bíblia diz algumas coisas que, quando lemos sem atenção, podem nos confundir. E foi isso que aconteceu com nosso amigo, o menino Diego, que levantou algumas questões que, se pensamos um pouco, são até engraçadas. Preste atenção, limpe seu coração das emoções e acompanhe o raciocínio.
A pergunta correta deve ser mais abrangente, não apenas sobre música. Poderia ser essa: “Que coisas podemos usar?” – ou seja, se proibimos qualquer coisa só por terem sido produzidas por pessoas que não são evangélicas, se esse for o único motivo, então deveremos expandir a conclusão para todas as coisas produzidas por não-evangélicos. De outra forma, será uma proibição irracional (maluca, sem sentido – obviamente, antibíblica).
PODEMOS TOMAR SORVETE FEITO POR ÍMPIOS?
Essa pergunta é até engraçada, mas ela mostra a bobagem que é quando alguém pergunta se podemos usar qualquer coisa feita por um ímpio, como por exemplo uma música. É claro que assim como nem todo sorvete é bom, também nem toda música é boa. Um sorvete de petróleo, de urina ou com veneno, obviamente é um sorvete feito de forma mal-intencionada e não faz bem para ninguém. Assim também uma música feita para propagar ódio, por exemplo, não faz bem para ninguém. O que nos importa é o conteúdo, não quem fez ou o que o produtor estava pensando quando fez. Se fosse diferente, não poderíamos usar nenhum produto produzido por um ateu, como computadores, roupas, carros ou qualquer outra coisa.
ENTÃO ESTAMOS LIBERANDO GERAL?
Essa pergunta é nitidamente desonesta e infantil. A nossa afirmação não é uma tese, é uma constatação. Vou dar um exemplo absurdo pra ficar mais fácil de entender.
“Não existe saci na Bíblia” – você concorda com isso? Se você concorda, como pode provar algo desse tipo pra alguém? Para provar o contrário é preciso mostrar o saci na Bíblia, e não me pedir que prove que ele não está lá. A única forma de provar que algo não existe na Bíblia é mostrando versículo por versículo pra alguém. Mas para provar que existe, é só mostrar uma única passagem comprovando, não é? Quando dizemos que tal coisa não é proibida nas Escrituras, não faz sentido alguém responder que precisamos provar. Isso não faz sentido. Se a Bíblia não proíbe, quem deve provar é quem afirma que ela proíbe.
Lembre: “Se alguém chama de pecado algo que a Bíblia não chama, está dizendo que sua própria santidade e justiça é superior à santidade e justiça das Escrituras e de Deus, que nos deu as Escrituras”.
VAMOS ÀS QUESTÕES DO MENINO DIEGO
(1) “Propagar liberação musical para os irmãos não é o caminho”.
O menino Diego fez essa afirmação após perceber que não havia nenhum versículo bíblico proibindo o consumo de música secular. Perceba que há uma ideia ali de que líderes devem proibir certas coisas para prevenir algo, mesmo que a própria Bíblia não tenha tentado prevenir esse algo. Ou seja, a ideia é de que alguns crentes conseguem ser mais sábios que o ensino bíblico – o ensino de Cristo, dos apóstolos e dos profetas. Isso é muito comum. Alguns líderes se sentem tão superiores espiritualmente, que por verem pecado em tudo, fazem proibições em suas igrejas mesmo que nem Jesus tenha se preocupado com os assuntos que eles estão se preocupando.
Um exemplo simples: Jesus não se incomodou em transformar água em vinho, mesmo sabendo que tantos líderes iriam proibir a ingestão de vinho. Paulo recomendou vinho até mesmo para a saúde de Timóteo, e mesmo assim alguns líderes acham que são mais sábios por proibir a ingestão, mesmo que Cristo e Paulo não tenham feito isso. Ou seja, tais líderes estão dizendo que o ensino de Cristo e de Paulo foram incompletos e perigosos.
(2) “A Bíblia é claríssima em relação à música, ela ordena cânticos espirituais”.
Perceba que mesmo depois de não conseguir provar nada sobre essas proibições, o menino Diego continuou cego, dizendo que a Bíblia é “claríssima” sobre o assunto, e seu argumento foi que ela “ordena cânticos espirituais”. Tirando o fato cômico da falta de raciocínio lógico, é preciso saber também diferenciar o que são textos descritivos e textos prescritivos. Você sabe dizer a diferença? Sugiro que faça uma busca no Google para entenda melhor e não acredite apenas em nossa explicação sobre isso.
Exemplos: (1) Deus mandou o profeta Ezequiel preparar seu pão sobre fezes de vaca (Ezequiel 4:15). Isso significa que devemos fazer o mesmo? (2) Em Atos vemos algumas pessoas levando aventais de Paulo para curar pessoas longe dali, como se o poder estivesse em Paulo (ou nos objetos). Devemos fazer o mesmo? É óbvio que não. Essas passagens são descritivas – estão descrevendo situações, e não prescrevendo (mandando, ordenando) algo à Igreja.
Dito isso, fica mais fácil sabermos quando uma passagem está mandando que a Igreja faça algo ou quando apenas está relatando uma situação ocorrida. Vamos analisar a passagem que pensamos ser aquela que o menino Diego tinha em mente quando fez a tal afirmação.
“falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Efésios 5:19).
Primeira pergunta: essa é uma passagem descritiva (que apenas descreve uma situação) ou prescritiva (que dá uma orientação, uma instrução à Igreja)? Não tenha receio de pensar e afirmar. É claro que se trata de um texto prescritivo. Paulo está dando exortando a igreja de Éfeso sobre a vida cristã, sobre a edificação da igreja por intermédio da vida e do proceder dos membros da congregação. Então: sim, é um texto prescritivo. Isso significa que o menino Diego estava correto? Nem de longe! Confira as próximas perguntas.
Segunda pergunta: o que essa passagem está ensinando? A exortação de Paulo é para que nos afastemos de toda corrupção, todo pecado, todo mal. A lei, como Jesus disse, se baseia em amar o próximo e amar a Deus. Algo só é pecado se infringe alguma dessas duas coisas. Paulo, um apóstolo autorizado por Cristo, inspirado pelo Espírito Santo, direciona a igreja explicando alguns detalhes que estão dentro desses dois mandamentos. Ele faz isso dando algumas ênfases que estão nos versículos anteriores, como prostituição, cobiça, devassidão, avareza e idolatria.
Terceira pergunta: quais exatamente são as restrições da passagem? Essa pergunta é importante, pois há uma diferença óbvia entre textos que proíbem, textos que permitem, textos que ordenam e textos que exemplifiquem.
Como assim? Bom, qualquer um consegue perceber a diferença entre essas duas prescrições: (1) Faça café. (2) Faça apenas café. A primeira pede café, mas não impede que se faça também pão. A segunda pede café, proibindo que se faça pão ou qualquer outra coisa. Agora veja essa outra hipótese: (3) Não faça pão. Nenhuma das três frases proíbem o café, mas nas duas primeiras ele é ordenado, e não uma mera hipótese.
A primeira ordena uma coisa, dizendo apenas uma das coisas que podem ou devem ser feitas. A segunda ordena que se faça apenas uma coisa, nos fazendo entender que as demais são proibidas. A terceira proíbe apenas uma coisa, liberando todas as outras. Podemos fazer uma quarta hipótese, parecida com a passagem de Efésios: (4) Não faça pão, faça café. E nesse caso, assim como a orientação de Paulo, Uma coisa específica foi proibida, outra foi ordenada, mas elas não esgotam todas as possibilidades. Pense na afirmação outra vez: Não faça pão, faça café << Essa afirmação não ordena que se faça chá, mas também não proíbe. Assim como a passagem de Efésios 5 não manda que se tome sorvete, mas também não proíbe.
Resumindo: essa passagem, assim como toda a Escritura Sagrada, não manda que façamos inúmeras coisas, como ir ao cinema, usar o Facebook, usar roupa social, andar de ônibus, etc., mas essas coisas também não são proibidas.
ENTÃO TUDO QUE A BÍBLICA NÃO FALA, ESTÁ LIBERADO?
Às vezes percebo que essa pergunta é feita de forma maldosa, como se esperasse que alguém o liberasse para fazer tudo que seu coração desejasse e usasse a pessoa que lhe respondeu como desculpa. “Ah, mas fulano disse que pode”. Essa é a coisas mais infantil e maldosa que alguém poderia fazer.
O cristão não usa desculpas pra fazer as coisas. É óbvio que todas as atitudes de alguém regenerado pelo Espírito Santo vão passar pelo critério mais básico: se fizer isso será que estarei infringindo o amor ao próximo ou o amor a Deus? Esse é o nosso parâmetro para as decisões.
MÚSICA SECULAR
O sorvete é secular, o Facebook também, assim como qualquer coisa que não seja feita para a igreja ou para o culto congregacional. Na verdade, até coisas que usamos na igreja são seculares, como os instrumentos, por exemplo. Não existe “guitarra santa”. Objetos sagrados existiam na época do Templo, hoje qualquer sacralização ou espiritualização de objetos é idolatria e ignorância bíblica.
Músicas, assim como qualquer outro produto feito por não-evangélicos, só são um problema quando o seu conteúdo é pecaminoso. Por exemplo: assistir filmes não é pecado e nem sequer tem sentido pensar o contrário, mas também não faria sentido que um cristão assistisse filmes pornográficos. O fato de existirem filmes com péssimo conteúdo não torna todos os filmes diabólicos e pecaminosos só por terem sido feitos por não-evangélicos. Dizer o contrário seria o cúmulo da estupidez, mas quando se trata de música, parece que essa estupidez toma conta do cérebro de alguns irmãos.
Para finalizar, eis o golpe no estômago:
Se você disser que o crente só deve ouvir músicas que “edifiquem”, vou apenas te lembrar da música mais cantada e que sempre será cantada enquanto houver aniversários acontecendo: “PARABÉNS PRA VOCÊ”!
A partir da afirmação de que crente não pode ouvir música que não edifique, só temos 3 alternativas:
(1) Cantar “parabéns pra você” é pecado;
(2) Cantar “parabéns pra você” edifica;
(3) A afirmação é falsa.
– Lucas Rosalem

 

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Por que precisamos conhecer o Evangelho?

1 CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO EVANGELHO PARA A EVANGELIZAÇÃO

Não podemos jamais anunciar o Evangelho e não convidar os ouvintes ao arrependimento e à fé em Cristo. Alguns têm dificuldades em como anunciar o Evangelho verdadeiro, pois são influenciados por uma cultura corrompida que busca algo politicamente correto ao invés de dizer a verdade como ela é.

1.1 A Realidade Natural Do Homem

Cada pessoa precisa saber qual sua situação. A condição de todos os ouvintes é de perdição. Não há outro meio para que se alcance a salvação senão por meio da exposição do Evangelho; e que seja uma exposição fiel, para que não haja convicções em algo que não é verdadeiro.

Estamos perdidos e, por essa razão, precisamos de Cristo. Anunciar o Evangelho não se resume a dizer que “Cristo morreu por você” – na verdade essa expressão sequer é encontrada em qualquer situação de evangelismo na Bíblia. O que aprendemos com as escrituras é anunciar que todos se arrependam e confiem em Cristo de todo coração. Dizer que Cristo morreu por alguém não é sábio; afinal, o ensino bíblico é de que Cristo apagou/cancelou os pecados dos eleitos de Deus; não sabemos quem são os eleitos, mas sabemos que devemos anunciar o Evangelho a todos.

1.2 O Chamado Evangelístico

O chamado ao arrependimento é universal. O que podemos dizer, e que é verdadeiro, é que Cristo morreu por pecadores e seu ouvinte também é pecador. Se, de fato, o ouvinte se arrepender e crer em Cristo, poderá ter a certeza de que Cristo morreu por ele.

Mas o problema nem chega a ser nesse ponto. Há uma mudança muito grande na pregação do Evangelho pela maioria dos cristãos. Um dia você prega uma coisa, noutro dia, outro cristão prega algo diferente. Afinal, há mais de um Evangelho? De modo nenhum! Qualquer evangelho diferente daquele que é apresentado nas escrituras deve ser rejeitado.

1.3 Sobre a mensagem do Evangelho

O objetivo do Evangelho é anunciar que há salvação por meio da Fé em Cristo somente. Quando proclamamos o Evangelho, dizemos que é necessário se arrepender dos pecados e crer em Cristo; isso é básico, trivial até. Mas quais as consequências de anunciar um falso evangelho que não apresente nenhum desses dois pontos?

Se você anuncia o Evangelho afirmando que Cristo morreu pelos pecados de todos os homens, mas que agora o homem precisa se arrepender e crer para que isso se torne real ou eficaz, você não compreendeu o Evangelho de Cristo. Não se trata de uma Redenção que não redime; mas de uma Redenção que redime. Quero dizer que a obra de Cristo foi consumada e que todo o propósito de sua obra não foi nem será frustrado, muito menos pelo homem. Cristo de fato salvou!

1.3.1 A fé e o arrependimento são inseparáveis

É possível apenas crer em Cristo, entretanto não se arrepender dos pecados? Pensando na salvação como uma obra que é aplicada pelo Espírito Santo, que cria uma nova disposição à natureza do homem para que este, naturalmente, aja de acordo com sua nova natureza e, portanto, responda positivamente ao chamado do Evangelho, convencendo-o de sua condição pecaminosa e trazendo-o para os braços de Cristo, parece que não é possível crer e não se arrepender – a obra é completa e não parcial.

1.3.2 A necessidade de convicção na mensagem do Evangelho para a pregação

Agora, considere a seguinte situação: Você anuncia o Evangelho aos perdidos, mas você mesmo não tem a convicção de que a obra de Cristo é suficiente ou eficaz para garantir que alguém seja salvo; em outros termos, você acredita que parte da salvação deve ser atribuída à decisão humana. Esse é um problema bem antigo. Precisamos reconsiderar como o homem pode ser salvo.

1.4 A corrupção da natureza humana e o novo nascimento

1.4.1 A regeneração é necessária para que haja arrependimento e fé

Primeiro, precisamos entender qual a origem dessa Fé, por meio da qual podemos ser declarados justos. Nossa natureza não pode produzir algo bom a partir dela mesma; é uma natureza corrompida, caída, inclinada para o que é mau (a inclinação da carne é inimizade contra Deus; veja Romanos 8:6,7). O ensino de Cristo é que é necessário que o homem seja novamente gerado (João 3). Essa vivificação, nova vida, gerada tão somente pelo Espírito Santo é que faz os crentes serem novas criaturas. É necessário que a inclinação para o mal seja vencida e isso somente o Espírito Santo pode fazer. O Espírito Santo dá uma nova natureza e a partir daí o homem age conforme sua nova natureza. É dito também que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. Ora, se o novo nascimento é requisito para se ver o reino de Deus e esta obra é do Espírito Santo, o que pode o homem fazer por sua salvação? Podemos afirmar que o princípio de um abandono do pecado ou conversão é atribuído à graça divina; somente o Senhor pode converter o homem (Jeremias 31:18). A Fé, portanto, não pode ser obra humana. Para que o homem responda positivamente (crendo) ao Evangelho, é necessário que Deus não apenas comece, mas realize toda a obra; pois somente pela obra da graça de Deus que o homem poderá fazer o bem que Deus quer. É Deus quem dá um novo coração e põe seu Espírito em nós; à parte disso não há salvação. Na verdade, o homem só é declarado justo diante de Deus por causa da justiça de Cristo que é imputada a ele por meio da Fé – a própria Fé não pode justificar, mas a justiça de Cristo aplicada por meio deste instrumento – a Fé – é que declara o homem justo.

1.4.2 A compreensão da mensagem depende da revelação divina

Segundo, o homem natural não compreende as coisas de Deus; é necessário que o próprio Deus se revele ao homem e conceda Fé para que o homem creia. A mensagem do Evangelho não é irracional; é algo sobre o que se pode pensar a respeito, que pode ser compreendido. O homem natural, entretanto, não compreende o Evangelho o suficiente para que creia na mensagem – a ponto de confiar em Cristo, mas pode entender alguns de seus aspectos. Entretanto, se você resumir o Evangelho a uma mera mensagem de sentimentalismo, apelando para que a pessoa acredite porque foi um lindo gesto de amor na cruz, pode levar seu ouvinte a jamais conhecer o Evangelho como ele é. É claro que a obra de Cristo foi uma linda demonstração de amor, especialmente de amor à justiça e santidade de Deus. Talvez você ainda pense que, à parte da graça de Deus, o homem tenha capacidade de responder ao chamado evangelístico, mas vale lembrar mais uma vez que o homem natural (aquele que não nasceu do Espírito) está inclinado para o que é mau; é escravo de sua vontade pecaminosa. O homem não regenerado jamais se inclinará para Deus de modo que coopere de alguma forma para sua salvação. Se o Senhor não iluminar o entendimento, tudo continuará em trevas.

1.4.3 A obra de Cristo assegura a redenção

E finalmente, a salvação não é decorrente de qualquer esforço do homem. Com muita frequência afirmamos que a salvação é pela graça, mas é comum confundir salvação pela graça e legalismo – que seria um tipo de salvação assegurada pela graça de Deus, porque de fato não merecemos, entretanto, dependente daquilo que o homem faz ou deixa de fazer. Precisamos entender que salvação pela graça é salvação de fato; o homem não pode se “des-salvar”.

Nós, mesmo que tenhamos sido gerados de novo pelo Espírito e compreendido a mensagem do evangelho e crido nela, continuamos pecando. A obra do Espírito em nós, aplicando a obra da salvação, nos liberta do poder do pecado; o pecado já não nos domina mais, porém não alcançamos a perfeição – ainda não fomos transformados ou glorificados. Na verdade, uma das marcas do cristão regenerado é a luta constante contra o pecado. Talvez você tenha duvidas sobre sua salvação por continuar sempre em conflito contra o pecado; o apóstolo Paulo descreve essa guerra no capítulo 7 de sua carta aos Romanos, comprovando a nossa imperfeição em sermos obedientes ao Senhor, entretanto, lutando diariamente contra os desejos da carne. Ora, se a salvação depende, ainda que em parte, da nossa santidade, certamente pereceríamos – afinal, quem de nós deixou de pecar?

A salvação é totalmente dependente da obra de Jesus Cristo. O que o nosso Senhor e Salvador realizou é o que nos garante a salvação. Ele foi obediente até a morte, tornou-se maldição em nosso lugar – pois sofreu a maldição da Lei que deveria vir sobre nós -, suportou a ira divina e ao terceiro dia ressuscitou – venceu a morte. Mesmo após termos nascido de novo, nenhum de nós conseguiria alcançar a salvação por meio da obediência à Lei de Deus – pois ainda pecamos. A boa notícia – o Evangelho – é que não depende de nós, mas que há salvação para nós, pecadores, porque Cristo fez o que jamais conseguiríamos fazer: alcançou o perdão de Deus por nossos pecados.

– Felipe Moura


 

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“Não julgueis” – O mimimi desta geração

Vivemos num período em que a verdade absoluta e objetiva de Deus não é mais defendida por grande parte dos cristãos. Antes, muitos interpretam os textos bíblicos à sua maneira. Não leem a Bíblia para conhecer qual é a vontade de Deus, mas para suprir alguma necessidade temporal. Há quem diga: “Essa passagem falou comigo; tocou-me”, quando na verdade se entendeu o que quis, e não o que o texto diz. Geralmente chegam a conclusões absurdas! Leem a Bíblia para satisfação própria, não para se corrigirem e se adequarem aos princípios bíblicos.
Alguns movimentos mais carismáticos no meio evangélico apropriaram-se de práticas mundanas, contrárias ao ensino bíblico. Por meio do uso de objetos, manipulam a crença das pessoas – não posso nem dizer que é Fé, porque a definição bíblica de Fé (quando se refere à salvação por meio desta) nos conduz a confiar de todo o coração naquele que pode nos salvar.
Essas pessoas que abandonaram a verdade acabam se apropriando de uma filosofia de vida moderna, sem padrões bíblicos. São pessoas que se enganam a si mesmas com discursos inapropriados, sem fundamento bíblico. E falo daqueles que tornaram um ensino bíblico em jargão para defender qualquer prática e ensino que não sejam bíblicos.
Passou a existir, na maioria dos cristãos, um aparente sentimento de compaixão pelo próximo, porém, em detrimento do amor à verdade de Deus. Optar pela omissão da denúncia de um erro é cooperar para a sua propagação. Não defender a verdade bíblica acima de tudo é prejudicial aos outros cristãos que estão no erro – que compaixão é essa? Afinal, se estão sendo instruídos da maneira errada, certamente não crescerão na fé, e talvez jamais se firmem na rocha.
Você não compreende seu papel como cristão? Você pensa que manter sua aparente ética é melhor do que defender a verdade? Se você não diz a verdade quando deveria dizer, permitindo que outros sejam enganados, e provavelmente nem sequer sente alguma tristeza ao ver tantas ovelhas sendo pastoreadas por lobos, então você não tem ética. Entretanto, nem sempre são os lobos os culpados por toda essa degradação evangélica; cada um tem sua responsabilidade, especialmente em relação àquilo que creem.
Se cada indivíduo pode afirmar que aquilo em que acredita é a verdade, então a verdade já não é uma só; já não há verdade. Pois, desta forma, eu e você poderíamos ter conclusões diferentes acerca de um assunto, e afirmaríamos que estamos com a verdade, sendo que nós dizemos coisas totalmente diferentes. Com certeza já dissemos algo como: “Essa é a minha opinião”, e são pensamentos como esses, – de ter uma verdade própria, pensando que não há mentiras ou que ninguém esteja certo além de você mesmo –, que impedem o crescimento dos cristãos por meio da verdade de Deus. É necessário que cada cristão entenda que não há várias verdades; o ensino bíblico não é relativo, nem confuso. Definir a verdade como aquilo que me faz sentir bem, não é correto. Ainda que seja desagradável, a verdade não pode deixar de ser verdade, pois não depende dos meus sentimentos. Se há várias verdades, qual a razão do cristão continuar acreditando que o ensino de outras religiões está errado?
O misticismo evangélico cresceu e muito, mas é um misticismo unilateral, moralmente infame, pois a verdade se torna subjetiva, ou seja, conduz o crente a acreditar que o erro é a verdade. A verdade da salvação já não tem mais vez em várias igrejas. Ainda que estas igrejas falem de Jesus, não o apresentam como descrito nas escrituras; criam um discurso parecido com o de políticos oportunistas. Apresentam um Cristo que não salva. Ainda que digam em meio aos seus sermões: “Jesus Salva”, todo o resto dos seus discursos aponta para um Senhor que não é Senhor, mas servo; que irá atender os anseios de todos aqueles que pedirem em seu nome. Como disse Abraham Kuyper:
“O misticismo é doce e as obras cristãs são preciosas, mas a semente da Igreja, tanto no nascimento do Cristianismo como na época da Reforma, foi o sangue dos mártires; e nossos santos mártires não derramaram seu sangue pelo misticismo nem por projetos filantrópicos, mas por causa de convicções que dizem respeito a aceitação da verdade e a rejeição do erro.”
Posso até encaixar uma frase de Marcos Almeida: “É que o sagrado se tornou hilário”. Já não há seriedade em defender a verdade; nem de pregar a Cristo crucificado – o que de fato, para esses evangélicos, tornou-se loucura.
E como cresce o número de homens (até mulheres) que se dizem profetas de Deus; indivíduos que atribuem a si uma autoridade que jamais lhes foi concedida pelo Senhor. Falam em nome de Deus, como se Deus estivesse dizendo por meio da boca deles (era assim com os profetas de verdade). Profecias e mais profecias que se perdem na exaltação do ego humano; determinações de homens que não conseguem controlar a própria língua. Pensam que sua palavra, dita com ênfase, às vezes até com mudança na entoação, tem poder de mudar algo no futuro. É evidente nas escrituras – basta examiná-la com seriedade – que nenhuma profecia verdadeira pode partir do homem, antes, é de inspiração divina. As profecias da parte de Deus nem sempre eram em relação a algum acontecimento futuro, mas de fato se cumpriam, porque Deus não é mentiroso.
O que dizer daqueles pastores, ou seja lá o que forem, que prometem curas? Na televisão se vê muito isso. Tantas pessoas indo a um templo em busca de satisfação própria, dispostas a entregar o que for preciso em troca de um milagre. Criticam a idolatria, mas depositam a “fé” em objetos, em homens, não em Deus. Na verdade, para estes, Deus é apenas “o que pode curar”; nada além disso. Se dizem cristãos, mas não temem a Deus. Querem os benefícios de Deus, mas não estão dispostos a perder tudo por amor ao Senhor. Verdadeiramente, o deus deste século tem cegado o entendimento; tantos outros já têm a mente cauterizada.
Deus pode sim curar aquela doença que é impossível para a medicina; Ele é Todo-Poderoso! Mas não é sobre isso que estamos falando. Em meio a tanto misticismo, a Verdade tornou-se desconhecida para muitos. E sabemos bem o que acontece com um povo sem conhecimento real da vontade de Deus. E como conhecer a vontade de Deus, e quem Deus é senão por meio das escrituras? Existe outra fonte mais confiável do que a própria palavra de Deus? Quem Deus é não pode ser definido por intuições humanas; aquilo que podemos e precisamos saber acerca de Deus, Ele mesmo revelou para nós em sua palavra.
Quando um indivíduo fundamenta seu conhecimento acerca de Deus, com base em suas próprias intuições, e não na palavra, torna-se um iludido – engana-se a si mesmo. Essa é a máxima do misticismo evangélico que tem tomado de conta da maioria das igrejas no Brasil. Não podemos nos apegar a promessas de homens que se denominam profetas, mas devemos nos apegar firmemente à palavra da verdade, por meio da qual poderemos convencer os que se contradizem (Tito 1.9).
As escrituras revelam tudo que precisamos saber a respeito da salvação. Calar-se diante de tantas aberrações é como esconder a salvação do perdido. Enquanto muitos estão sendo enganados por falsos mestres, os que buscam defender a verdade são taxados como intolerantes. Se você realmente entende qual a necessidade de todas as pessoas, não deixaria de dizer a verdade.
Você pode até pensar que Deus não se agrada que se duvide destes homens; talvez o medo de que eles estejam certos te faça ficar calado. O próprio Cristo elogiou os cristãos de Éfeso, pois não suportavam homens maus, e puseram à prova aqueles que se declaravam a si mesmos apóstolos, e não eram, comprovando que eram mentirosos (Ap 2.2). E como se consegue pôr esses falsos mestres à prova? A resposta já foi dita várias vezes. É com base naquilo que a bíblia ensina que podemos descobrir se esses homens seguem ou não a Cristo; e se não seguem a Cristo, não podemos dar ouvidos a eles.
Todos nós precisamos da verdade. É a verdade que liberta os homens da opressão do pecado. E Cristo é a verdade. E temos visto que Cristo não é uma verdade definida por cada indivíduo. Não há possibilidade de que o que Cristo disse seja verdade para mim e não para você. A verdade é uma só. As escrituras não têm várias interpretações sobre um mesmo texto. Isso seria perigoso demais; não haveria certeza sobre nada do que aprendemos na bíblia. Mas podemos descansar, na certeza de que existe verdade, e que esta é uma só. Podemos ter certeza de que o que Deus prometeu para os seus filhos, de fato ele cumprirá; que as bênçãos da salvação, conquistada por Cristo, de fato são verdadeiras; somos livres da culpa do pecado porque fomos declarados justos, e somos livres do poder do pecado porque o Espírito Santo habita em nós, operando e efetuando uma obra de santificação, e que um dia seremos totalmente livres do pecado, porquanto Deus mesmo nos glorificará.
– Felipe Moura

 

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Sua igreja é neopentecostal ou não?

Pentecostalismo não pode ser confundido com Continuísmo, pois todas as denominações cristãs creem tanto na ação do Espírito Santo, quanto em Seus dons que são concedidos à Igreja. O problema é justamente que a maioria nem sequer sabe quais eram as crenças pentecostais clássicas. Todas as práticas litúrgicas e as doutrinas cunhadas depois do Pentecostalismo ter se estabelecido, são chamadas de neopentecostais.
Aqui estão alguns: apresentações de dança no meio da reunião; campanhas com ênfase em algo totalmente secundário (quando não herético) como prosperidade, cura, etc.; elementos judaicos (simbologia e acessórios, como réplica da arca da aliança, uso de shofar, etc.); show no lugar da adoração; ensino sobre liderança espiritual, confissão positiva, maldição hereditária, mapeamento espiritual, dentre outros.
Agora resta avaliar quantos desses itens sua congregação usa, qual a ênfase é dada aos itens e a partir de que ponto uma igreja originalmente tradicional, ao fazer uso deles, se torna neopentecostal.
Independente dos itens em uso na sua congregação, acredito que a maneira mais honesta de definir isso é fazendo a seguinte pergunta: a igreja está dando ênfase ao Evangelho ainda? Ou seja, estamos falando mais sobre perdão de pecados ou sobre outra coisa? Todas as pregações apontam para Cristo ou para a solução dos problemas do público?
Responda a essas perguntas e você terá o suficiente pra dizer se está congregando numa igreja neopentecostal ou não.
Qualquer dúvida que você tiver, seja sobre essa avaliação ou por causa da conclusão sobre ela, por favor, entre em contato conosco inbox ou pelo email: editoramentecrista@hotmail.com e tentaremos responder prontamente da melhor forma possível.
– Lucas Rosalem

 

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MÚSICA É ARTE – Então, “show gospel” é culto?

Vamos dividir os assuntos primeiro:

•• (1) Música é, sobretudo, arte.

•• (2) Adoração não é arte.

•• (3) Mas arte pode ser usada na adoração.

A questão então é: posso usar qualquer coisa como adoração?

É claro que não e sabemos disso, não é mesmo? Porque podemos pensar no seguinte (sobre adoração):

•• (1) Nem tudo que fazemos é com propósito de adoração, como coisas comuns do dia-a-dia (ir ao mercado, tomar água, assistir TV, urinar, etc.) 😀

•• (2) Algumas coisas nem sequer são agradáveis a Deus, mesmo quando feitas com propósito de adorá-lO (como a oferta de Caim, o fogo estranho de Nadabe e Abiú, a oferta de Ananias e Safira, etc.). Muito menos então de pessoas que não são tementes a Deus, que podem estar preocupadas com a arte, mas nem por isso têm preocupação com o que é moralmente certo, o que é conveniente ou o que é bonito.

•• (3) Então, não posso apreciar algo que Deus não aprecia.

A próxima questão seria: um “show gospel” agrada a Deus? É fácil dar uma resposta adequada pra analisar qualquer show, inclusive os de cantores supostamente cristãos, respondendo a essas perguntas:

•• (1) O que está sendo exaltado no show? É a arte mesmo? ou é o homem?

•• (2) Qual a ênfase do discurso (propósito, tema, letras) do show? É amor, paz, diversão, família, ou será que é sensualidade, vingança, zombaria…?

Veja também estes links (todos eles) que podem acrescentar mais ao assunto:

— https://www.facebook.com/ReformaQuadrangular/posts/792963604063842

— https://www.facebook.com/ReformaQuadrangular/posts/792963230730546

— https://www.facebook.com/ReformaQuadrangular/videos/898071250219743

— https://www.youtube.com/watch?v=bTRJD8X4VkA

– Lucas Rosalem


 

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