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ED RENÉ KIVITZ • Série HEREGES

De vez em quando chegam aos meus olhos e/ou ouvidos textos, mensagens e comentários de pastores que professam o Cristianismo, mas adotaram um proceder de questionar as Escrituras Sagradas.

De início digo: Creio no relato de Gênesis todo, porque aceitei a Cristo, o qual, através da obra do Espírito Santo de Deus em meu viver,dá-me a fé necessária para aceitar o relato como verdadeiro e inspirado. O próprio Jesus confirmou o relato. (Mateus 19:4, 5; João 8:44) Paulo também. (Romanos 5:12) E João também. (Apocalipse 12:9) Todavia, um “pastor” batista, denominado ED RENÊ KIVITZ, escreveu o seguinte texto, procurando reinterpretar Gênesis 3. E eu, que nem chego aos pés das Graduações Acadêmicas de tal homem, propus refutar o texto dele.

ED RENÊ KIVITZ – “Você pode interpretar a história de Adão e Eva como uma descrição de como as coisas aconteceram. Mas pode também interpretar como descrição de como as coisas acontecem. Pode ser uma história que conta como as coisas foram, ou como as coisas são. Pessoalmente, opto pela segunda alternativa. Não me interesso tanto em saber se as coisas foram daquele jeito ou não, não estou preocupado com a literalidade da narrativa, que aliás, me traz mais embaraços que esclarecimentos: houve mesmo um bonequinho de barro? antes de enganar o casal a serpente andava ereta? que fruta era aquela da árvore do conhecimento do bem e do mal, será que está sendo vendida na feira sem que a gente saiba que é ela? quais as coordenadas do jardim do Éden? será que os anjos com espadas de fogo ainda estão por lá?”

REFUTAÇÃO:
O “Eu” (você) pode interpretar a Bíblia do modo como se pretender, mas a questão é: Quem crê na Bíblia como a inerrante palavra de Deus não zomba das palavras dela. Não as satiriza. Será que o senhor Ed Renê seria homem o suficiente para se expressar dessa forma perante a pessoa de Deus? Sr. Ed Rene, como sou cristão e o Espírito de Deus habita em mim, não ouso questionar a Palavra de Deus como o senhor fez. O relato bíblico da ressurreição de Cristo também fala de anjos. (Mateus 28:5) Aliás, será que estes anjos ainda estão no local da ressurreição de Jesus, senhor Ed Renê? E o que dizer da própria ressurreição de Jesus, senhor Ed Renê? Que embaraçoso, não é mesmo? E que dizer dos milagres, como as curas, a multiplicação dos pães e peixes, a ressurreição de Lázaro? Entre crer na literalidade do relato da ressurreição de Cristo tais milagres e que sejam mitos para servir como história da salvação, qual será que o senhor optaria? Pela segunda também? Se Jesus não ressuscitou dentre os mortos, é vã a nossa esperança. (1 Coríntios 15:14) Quais são as cordenadas para a nossa fé cristã? Então, se o relato de Gênesis não ocorreu literalmente, Jesus veio aqui para morrer pelos pecados de quem? Do macaquinho que virou gente?

ED RENÊ KIVITZ – “A história de Adão e Eva visa a comunicar a ótica judaico-cristã da natureza humana, da relação entre Deus e o homem, da dinâmica da sociedade humana. O autor bíblico não está preocupado em descrever o processo mecânico natural da criação. Seu texto não tem pretensão das ciências duras, que tratam das engrenagens do universo natural através da física, por exemplo, mas das ciências do espírito, que têm por objeto a complexidade do humano e suas relações. Adão e Eva somos nós.”

REFUTAÇÃO:
O relato bíblico, para o cristão verdadeiro, é literal enquanto não haja elementos para o consideremos simbólico e provas suficientes de que a intenção divina era de escrever um texto simbólico. As palavras de Jesus, de Paulo e de João indicam a literalidade do texto de Gênesis, a menos que o senhor Ed Renê seja capaz de provar o contrário. Ademais, a literalidade do texto encaixa-se perfeitamente na história da salvação: O homem cai, e Jesus vem morrer por ele para resgatá-lo. Jesus é o último Adão (1 Coríntios 15:45), assim não sou Adão, e estou livre da condenação do pecado original sobre mim. Graças à morte e ressurreição de Jesus Cristo muitos foram libertos de tal condenação, portanto, sua comparação é de mau gosto, digna de quem está se desviando da doutrina cristã. E pior do que isso! Confia na ciência como meio de se provar o relato ou não. Será que a ressurreição de Cristo poderia ser provada pela ciência? Desculpe-me, querido, mas não estou um pingo interessado em crer em sua teoria.

ED RENÊ KIVITZ – “Os que pretendemos definir o bem e o mal, o certo e o errado, ambiciosos da autonomia auto-suficiente cuja finalidade não é outra senão a satisfação das nossas vontades e desejos sem fim. Todos os que optamos pela competição em detrimento da cooperação, a violência em lugar do diálogo, o olho por olho contra o perdão, o império do mais forte em vez da gratuidade, as relações de interesses egocêntricos, escusos e difusos em troca da generosidade e da partilha abnegada, a conquista pela força bruta às expensas da paz. Adão e Eva somos nós. Construtores de jardins de pedra e ferro, edificadores de comunidades muradas, empreendedores prepotentes, espoliadores da riqueza e da beleza dos bichos, do verde, das águas – extrativistas predadores. Todos quantos nos dedicamos à busca do prazer a qualquer preço, que nos contentamos com o máximo de felicidade pessoal em termos de conforto e satisfação individuais, presos nas garras da Sensualidade-sensorialidade, pés fincados na terra, carne agarrada à carne, a orgia pluri-glutônica viciante e viciada-anestesiada.”

REFUTAÇÃO:
Novamente, senhor Ed Renê, embora suas palavras possam, nesse trecho, fazer sentido em vários aspectos, elas competem com a veracidade e a literalidade do texto inspirado por Deus. Com certeza, o evolucionismo lhe agrada mais, por isso “espiritualiza” o texto bíblico com boa propriedade, através de paralelismos evidentes, com finese intelectual, para desmentir uma verdade corroborada por nada mais nada menos do que Jesus, Paulo e João. Mas como todo crítico da Palavra de Deus, certamente o senhor poderá se sentir coçado a dizer: Quem garante que tais personagens realmente estavam certos e escreveram ou disseram tais coisas realmente inspirados por Deus? Acho que eu arriscaria afirmar: Lamentável, pastor!

ED RENÊ KIVITZ – “Adão e Eva somos nós. Fugitivos da realidade, fantasiosos, vítimas do pensamento mágico, iludidos pela possibilidade da reedição do paraíso perdido sem o concurso do divino. Adão e Eva somos nós. Também damos ouvidos à serpente. Também matamos irmãos. Também nos abandonamos ao hedonismo desvairado. Também queremos apenas nosso nome pronunciado com reverência. Adão e Eva somos nós. E somos também Caim, somos o povo ao redor de Noé, os empreiteiros da torre de babel. Mas somos também a descendência do filho da mulher, que esmaga a cabeça da serpente. Somos também Abraão. Sobre nós repousa um chamado sagrado: fazer benditas todas as famílias da terra. Gênesis não é um veredito. Gênesis é uma profecia: aponta a injustiça e o juízo, convoca ao arrependimento, suscita a esperança e promete a vitória d’Aquele cuja vontade é boa, perfeita e agradável: novo céu e nova terra.”

REFUTAÇÃO:
Bom o seu truque textual, senhor Ed Renê. Novamente, a ressurreição de Jesus ocorreu, seria uma fantasia ou magia de quem a criou? Confesso que esperava tais palavras de um poeta, de um crítico textual ateu ou agnóstico, não de um pastor. O senhor se esqueceu de dizer que se mata também a história bíblica, a verdade de Deus, e se as ressuscita como textos humanos, com teor social, alegorizados para atualidade. Por isso afirmo, valendo-me de um texto literal, verídico, mas que com uma boa dose de liberdade textual, poderia em sua mesma linha de criatividade, espiritualizá-lo da seguinte forma:

•• Alguns são Adão e Eva quando creem que não foi bem assim que Deus disse. – Gênesis 3:4, 5.
•• Alguns são Adão e Eva quando diante de Deus se cobrem de vergonha da realidade bíblica para atender às exigências acadêmicas e se prostituir para conseguir diplomas. – Gênesis 3:7.
•• Alguns são Adão e Eva por se querer ser como deus, determinando quando a Bíblia fala a verdade e quando não. – Gênesis 3:22.
•• Alguns são a descendência da serpente, que ferem o calcanhar das Escrituras, mas serão feridos por toda a eternidade. – Apocalipse 22:19.
•• Alguns são Caim, que levam seus irmãos ao campo para assassiná-los espiritualmente com sua conversa fiada. – Gênesis 4:8.
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UNIVERSALISMO, por Ed René:

http://www.youtube.com/watch?v=K5P09WghTHE

No vídeo, Ed Renê Kivitz de forma descarada defendeu a salvação de todos os homens. No vídeo ele afirmou que antes acreditava que apenas os cristãos seriam salvos, mas que agora acredita que o Espirito de Deus está em toda a humanidade, que os seres humanos anseiam por Deus e que isso efetivamente vem de Jesus. Em sua pregação Kivitz também afirma que ficaremos surpresos quando chegarmos ao céu e percebermos lá toda a humanidade, isto é, crentes, incrédulos, pessoas que nunca acreditavam em Cristo, juntas louvando ao Senhor. Segundo o pastor Batista as pessoas perguntarão as outras como chegaram ali? E todos dirão, foi Jesus.

Diante disto, por favor pense comigo: quer dizer então que o verdade pregada por Paulo de que o salário do pecado é a morte é uma inverdade? Um factoide? Na perspectiva de que todos serão salvos para que então pregar o evangelho? Ora, se todos serão salvos o inferno não existe, e se ele não existe o que fazer com os inúmeros textos bíblicos que afirmam sua existência?
Sim para contragosto dos liberais o inferno existe! Ele é uma verdade clara e indiscutível na Bíblia.

Qual o problema do Universalismo?

•Prega a salvação incondicional de toda a raça humana
•Nega o Juízo Final
•Nega a condenação do inferno
•Torna irrelevante o arrependimento e a fé para a salvação
•Torna irrelevante também a pregação do Eangelho
•Serve de incentivo para a imoralidade

Bom, Como afirmei anteriormente eu não me alegro com o inferno. Na verdade, já até escrevi sobre isso. Todavia, o fato de não gostar dele, não me concede o direito de negar a sua existência.
Isto posto e esclarecido vamos NOVAMENTE aos fatos:

A Palavra de Deus afirma categoricamente que “Os perversos serão lançados no inferno, bem como todas as nações que se esquecem de Deus.” ( Sl 9.17) Além disso, a Bíblia o descreve como um lugar terrível, de tormento e onde estarão por toda a eternidade todos aqueles que não tiveram seus pecados perdoados por Cristo. Ela também ensina que na volta de Jesus todos os homens serão ressuscitados. Os justos para a Glória e os injustos para o castigo eterno ( Mt 25.31-46)

Pois é, ao olharmos as Escrituras percebemos que Jesus repetidamente advertiu sobre o inferno. (Mateus 5:21-22, 27-30; 23:15,33.) Negar a existência do inferno é, portanto, rejeitar a autoridade de Jesus. Seria estranhamente inconsistente aceitar Cristo como Senhor, mas rejeitar um aspecto de Seu ensino. Além do mais, isto seria colocar uma gigantesca falha moral no caráter de Cristo, se Ele ensinasse sobre a realidade do inferno quando na verdade ele não fosse um perigo para ninguém.

Prezado amigo, o Inferno é uma realidade bíblica e não pode ser questionada, mesmo porque, segundo as Escrituras o próprio Deus o instituiu. O problema é que liberais e universalistas em nome do amor abandonaram nas prateleiras da vida, algumas verdades a respeito de Deus, como por exemplo a afirmação de que ele é Soberano, e como tal possui o direito de fazer aquilo que lhe apraz, e que o fato de determinar sua vontade quer em tragédias ou no estabelecimento do juízo eterno não o torna menos amoroso.

Ora, o Universalismo afirma que todas as pessoas serão salvas por Deus. Essa percepção teológica apela para as emoções humanas e insinua que um Deus bom jamais enviaria as pessoas para o inferno.

Sim Deus é amor, no entanto, ele também é justo e governa soberanamente sobre tudo e todos. Nosso Senhor estabeleceu que a salvação é por intermédio de Cristo. Se assim não fosse, por que então evangelizarmos? Por que fazermos missões? Por que obedecer as ordens da grande comissão? Ora, por favor, pare e pense comigo se o homem será salvo sem os méritos da cruz, por que razão Deus enviou seu filho para morrer por nós?

Para encerrar este texto tomo emprestado as palavras do príncipe dos pregadores Charles Spurgeon:
“Deus determinou um dia em que julgará o mundo, e suspiramos e choramos até que termine o reino da impiedade e dê descanso aos oprimidos. Irmãos, devemos pregar o vinda do Senhor, e pregá-Lo mais do que temos feito, porque é o poder do Evangelho. Muitos têm prendido estas verdades e assim o osso foi tirado do braço do Evangelho. Sua ponta foi quebrada; seu gume foi cegado.

A doutrina do julgamento vindouro é poder pelo qual as pessoas são despertadas. Existe uma outra vida; O Senhor virá uma segunda vez; o julgamento chegará; a ira de Deus será revelada. Onde esta mensagem não é pregada, ouso dizer que o Evangelho não é pregado. É absolutamente necessário à pregação do Evangelho de Cristo que as pessoas sejam alertadas a respeito do que acontecerá se elas continuarem em seus pecados.

Ôu, ôu, senhor cirurgião, o senhor é delicado demais para informar ao seu paciente que ele está doente! Espera curar os doentes sem eles tomarem conhecimento. Assim, o senhor os lisonjeia: e o que acontece? Eles riem do senhor e dançam sobre suas próprias covas. E finalmente morrem! Sua delicadeza é crueldade; suas lisonjas são veneno; o senhor é um assassino. Será que devemos manter as pessoas em um paraíso de mentira? Será que devemos adormecê-los em doces sonecas das quais apenas acordarão no inferno? Será que devemos nos tornar colaboradores para sua condenação através de nossas agradáveis conversas? Em nome de Deus, não!’

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A Bíblia diz que muitos se desviariam da fé por prestarem atenção a doutrinas de demônios. (1 Timóteo 4:1) Muitos são demônios também, por negarem a Palavra de Deus em troca de apoio popular, tendas cheias, salários pastorais altíssimos, enquanto missionários têm deixado de receber ajuda. Não sou perfeito, não tenho a menor chance de me equiparar aos diplomas do senhor Ed Renê. Mas sou cristão! E creio na inerrância da Palavra de Deus. Se eu não fosse cristão, certamente eu zombaria de um relato que, diante dos olhos da crítica textual e da ciência dura, são meros mitos, escritos por mãos humanas, inspirados não por Deus, mas pela própria vontade de escrever.


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