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Crentes não corrigidos

Por Lucas Rosalem.

Você já foi do tipo que gritava “não julgueis” quando via outro evangélico fazendo críticas contra pregadores? Hoje em dia você já percebe que isso é especificamente um julgamento em que você condena o julgamento? Pois é. E a contradição não é o maior problema. O problema real é tentar impedir que cristãos exerçam esse papel tão bíblico e tão crucial que é discernir o que eles ouvem à luz do texto bíblico, que é justamente o que se precisa para tirar outros irmãos do engano.

Afinal, como alertar e corrigir irmãos no engano sem julgar ensinos?

Na verdade, existem incontáveis passagens que falam sobre isso, inclusive nos ordenando a julgar tudo e reter o bem, a expulsar os falsos mestres, a repreender e corrigir uns aos outros, etc. Mas, aqui, quero me concentrar em uma passagem específica que está em Hebreus. Leia atentamente:

“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3:12-13).

É possível corrigir um irmão sem fazer juízo de valor? Não, pois corrigir por si só já é um julgamento, já é uma atitude com base no discernimento de que algo esteja errado.

Na passagem acima, o autor está alertando os irmãos (“tende cuidado”) a não deixar que a incredulidade gere um “perverso coração” e nos “afaste do Deus vivo”. A única forma que o texto nos apresenta para garantir que consigamos vencer a incredulidade natural que sempre tenta tomar o nosso coração é justamente o processo de discipulado uns dos outros diariamente.

Você sabe qual é a diferença entre a comunhão da igreja e a amizade em um clube? Preste muita atenção no que lerá a partir de agora e veja se isso se reflete na sua postura com relação aos irmãos da sua igreja local.

Você já parou para pensar no motivo pelo qual pessoas que antes estavam na igreja, firmes e fortes, e permaneceram assim durante anos, mas de repente foram se afastando cada vez mais até se desviarem completamente? Claro que há muitos motivos para isso acontecer, mas a passagem de Hebreus está dizendo que uma igreja onde realmente há comprometimento entre os irmãos, que cuidam uns dos outros em relação à saúde espiritual e emocional, a incredulidade não consegue avançar.

Em outras palavras, uma igreja só conseguirá afastar a incredulidade quando os irmãos são encorajados e ensinados a pastorearem uns aos outros na medida do possível. A comunhão com os irmãos não é apenas uma amizade, ela é um compromisso assumido desde o batismo cujo propósito é aceitar ser corrigido tanto quanto corrigir; e não só isso. O comprometimento com a igreja local é o próprio discipulado, ou seja, é o processo pelo qual os irmãos, na convivência, estão fielmente interessados no crescimento uns dos outros.

Discipulado é comunhão. Sem comunhão não há crescimento. Pelo contrário, sem comunhão a incredulidade natural do nosso coração começa a avançar gradativa e progressivamente, até não sobrar mais nada. Você, em partes, é culpado por cada amigo seu da igreja que se desvia se você nunca se dedicou a repreendê-lo e corrigi-lo em amor, se você nunca teve um relacionamento com ele ciente de que a comunhão cristã é um processo de discipulado constante. Se um amigo seu se desvia, você falhou como irmão; você falhou com seu comprometimento.

Quero terminar com ainda outro alerta: preste bastante atenção, pois o próprio chamado a discipular (repreender e corrigir) os irmãos, quando não é ouvido por nós, é sinal do avanço da mesma incredulidade que esfria e afasta as pessoas da fé.

“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto” (Hebreus 3:7,8).

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