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CONCURSO LITERÁRIO UNIVERSO ANTHARES

concurso literário, fantasia, ficção, fantástico

Primeira Antologia do Universo Anthares

Sinopse: Antes do primeiro instante, a Trindade já equacionara o andamento de tudo. No primeiro discurso, veio o desdobramento do Tempo, e com isso, as três dimensões que existem até hoje: uma para os primeiros seres e duas, dentro da primeira, para o resto da Criação. Na primeira delas estão as moradas do Acsï, os primeiros que contemplaram a existência. Nas outras duas, estamos nós – e não estamos sozinhos. Havia um portal que ligava essas duas dimensões, fechado desde a antiguidade, que em breve se abrirá e trata o fim. Esse é o Universo Anthares.

Organizador: Lucas Rosalem

Data limite para envio do texto: 30 de novembro de 2020

Propósito

Quando a empresa Porta dos Fundos lançou seu especial de Natal, grande parte dos evangélicos, como sempre, decidiu reagir com tentativa de censura, violência verbal e outros péssimos testemunhos, como se os cristãos devessem esperar algo moral de incrédulos ou tivessem sido chamados para impor seu valores à força na sociedade. Esse é o fruto de décadas de igrejas que não ensinam nem encorajam seus membros a produzir alternativas culturais. No episódio em questão, parece que o máximo que conseguimos fazer foi um boicote em massa que teve o efeito inverso, patrocinando a empresa e ridicularizando ainda mais os evangélicos. Nós precisamos parar de mostrar nossas convicções à sociedade apenas em forma de reação. Passou da hora da igreja agir e se envolver com a cultura. Ao invés de boicote – que pode ser válido – é hora de apresentarmos alternativas. E esta antologia é apenas o primeiro passo.

Regulamento

● O objetivo desta primeira antologia é incentivar a produção literária entre cristãos reformados, começando a construir alternativas literárias para os leitores brasileiros cristãos e ateus.

● Os contos não terão teor evangelístico. Não é arte cristã, é arte feita por cristãos.

● As próximas antologias serão temáticas. Essa primeira, porém, é livre. O livro será publicado sob o título de “Anthares”. O único critério é que o conto deve se passar dentro do Universo Anthares, o que implica em não contrariar os fundamentos deste, descritos mais adiante.

● Essa primeira antologia está aberta apenas a cristãos assumidamente reformados (monergistas), congregando (em qualquer denominação), de qualquer nacionalidade (textos apenas em português), de qualquer idade.

● O gênero literário é livre.

● Cada conto terá um espaço máximo de 7 páginas (14x21cm). A formatação deverá obedecer ao modelo que deverá ser baixado neste link: https://drive.google.com/file/d/1i-EgaIh1IWiuBaRr8UoQifohd0dFgCkJ/view (se não conseguir acessar, entre em contato pelos emails e canais abaixo).

● Os textos devem ser entregues em Word (.doc ou .docx), enviados para o e-mail editoramentecrista@gmail.com com cópia para lucasyahn@gmail.com. Caso não receba confirmação de recebimento do texto em até 02 dias úteis, pode comunicar o envio através do Instagram @editoramentecrista ou pelo WhatsApp (16) 99638-2564 – Lucas Rosalem.

Como saber se meu texto foi aprovado? Ao fim do prazo de envio, serão selecionados os textos e a lista de aprovados será divulgada no Instagram @editoramentecrista.

Dúvidas? Envie uma mensagem para nosso Instagram @editoramentecrista.

Seleção e produção

● Além dos critérios comuns como criatividade e qualidade do texto, o critério mais relevante será a coerência interna e externa (com o resto do universo). Antes de enviar o seu texto, revise-o e peça para mais alguém revisá-lo. Mas não se preocupe excessivamente com isso, essa é apenas uma maneira de facilitar a revisão que será feita por profissionais.

● Todo o projeto gráfico (direção, edição, revisão, diagramação, catalogação e capa) serão feitos gratuitamente pela Editora Mente Cristã. O único custo será da impressão e frete, que será dividido entre os autores da seguinte forma:

Cada autor se compromete com o valor equivalente a 10 exemplares, sendo 12 reais cada (totalizando R$ 120,00) + o frete. Os autores não estão limitados a 10 exemplares, essa é apenas a quantidade mínima que permitirá a produção do livro. Perto da data da impressão, cada autor será consultado novamente para dizer quantos exemplares vai querer. Os autores podem fazer a pré-venda do livro e para isso serão fornecidos materiais de divulgação.

● A impressão será feita em dezembro de 2020, exceto por algum imprevisto. O valor relativo à quantidade de exemplares que o autor pediu precisará ser pago até um mês antes da impressão: novembro de 2020. O pagamento poderá ser feito com cartão, transferência ou boleto via PagSeguro (boleto ou cartão), PicPay, NuBank, Banco Inter ou Banco do Brasil – as contas serão fornecidas depois da seleção dos contos.

Direitos autorais

O seu texto continua sendo seu, mas ele também será parte do Universo Anthares. Isso significa também que o seu conto provavelmente será usado como base para outros contos. Em outras palavras, cada autor que escreve dentro desse universo está escrevendo algo colaborativo que torna-se de todos os outros autores.

Todos os textos são de todos os autores, já que se passam todos em um mesmo universo e, por consequência, estão entrelaçados até certo ponto. Cada um de nós estará compondo um pedacinho pequeno de um grande todo, que será usado livremente por outros escritores agora e no futuro.

Outras informações relevantes

● O conto poderá passar de 7 páginas, mas as páginas adicionais custarão a mais também, na proporção. Mas há outras saídas também. Alguns autores que entraram no início já estão programando livros inteiros com suas histórias que serão lançados também pela Editora Mente Cristã, sob o selo Anthares. Nesses casos todos, eles usarão então a antologia como forma de fazer um gancho para os livros. Mas quaisquer outras ideias de histórias dentro desse universo serão bem vindas.

● Mesmo tendo começo, meio e fim, alguns autores farão seus contos de forma que possam continuá-los no segundo antologia ou até no terceiro volume do projeto. Outros, simplesmente irão deixar seus contos pela metade, para literalmente terminar no segundo volume. Ou seja, cada um vai usar esse espaço de 7 páginas da forma que quiser.

● No site da editora haverá uma página sobre o projeto listando o nome dos autores. Cada autor terá uma página com as informações que quiser disponibilizar, com links pessoais ou para trabalhos literários e culturais que tiver realizado. Nada disso será obrigatório. Porém, a página poderá ser usada para anúncio de patrocinadores pessoais, então pode ser um interessante.

Limitações ficcionais

O nosso universo consiste de 3 dimensões: a dimensão espiritual, a nossa (o mundo real) e outra semelhante a esta, coexistindo no mesmo espaço, mas inacessível por ser de uma substância diferente (assim como a dimensão espiritual também é inacessível por ser de outra substância). Na outra dimensão também existe um planeta como o nosso, mas que não passou pelos eventos que nós passamos. Tudo que é fato histórico no mundo real, também é fato histórico no nosso universo, e isso inclui todas as histórias bíblicas, a arqueologia, a história das civilizações, as guerras, etc.

Então, uma das limitações para as histórias é que elas não contrariem fatos históricos. Outra limitação é quanto às dimensões: não existe um multiverso, existem apenas essas três dimensões.

Uma das limitações importantes é a alegoria. Infelizmente, não há espaço para alegorias sobre coisas históricas. Por exemplo: As Crônicas de Nárnia não caberiam no nosso universo, assim como o Jesus histórico não cabe em Nárnia, porque lá já existe uma representação de Jesus, que é Aslam. No nosso universo, como o Jesus histórico é fato, não dá para fazer outra ideia com alguém que “represente Jesus”. No nosso universo, as coisas podem até ser representações, contanto que os elementos sejam, primeiramente, literais (ficando a alegoria por conta da interpretação do texto). Na dúvida, pergunte.

Das informações que virão a seguir, lembre-se: você não precisa usar absolutamente nada disso. Apenas não deve fazer com que a sua história contradiga essa estrutura.

● A nossa linha de tempo leva em conta a teoria da “Terra jovem” (entre 6 e 8 mil anos), e vai da criação do espaço-tempo (com início na dimensão espiritual) até aproximadamente o ano 2450, que é quando Jesus volta no universo Anthares.

● As histórias podem ser em realmente qualquer gênero literário e podem se passar em qualquer período da história. Então, além de qualquer categoria literária (drama, suspense, terror, comédia, fantasia, aventura, épico, etc.), elas podem (e provavelmente precisem) ser localizadas temporal e geograficamente, combinando com o contexto: pré-diluviano, período bíblico (se passando em qualquer lugar do globo), Idade Média, o período atual, etc.

Um exemplo sobre uma limitação óbvia aos contos: se alguém quer escrever um conto que se passa na Alemanha nazista, especificamente no período de Hitler, então precisa, no mínimo, levar em conta que isso tudo estava acontecendo, ainda que não trate, nem cite nada disso. Um romance entre dois jovens brasileiros que se passe em Curitiba na década de 80 é plenamente compatível. Mas deixa de ser compatível se o autor disser que Curitiba nessa época tinha como prefeito alguém diferente da realidade. Outro exemplo: mitologias pagãs precisam ser reinterpretadas a partir da realidade; assim, um deus específico pode ter sua origem em um demônio ou em uma alucinação.

● Nós estabelecemos como certas coisas funcionam (magia, anjos, releitura de mitologias, etc.) e algumas ideias que não vão ser fomentadas sob hipótese nenhuma: ideias que pareçam confirmar (1) a noção neopentecostal sobre as coisas; (2) comunismo, socialismo e derivados; (3) arminianismo; etc., tudo isso, salvo em casos nos quais a ideia vai ser posta em xeque pela própria narrativa dos fatos.

As histórias podem ser sobre qualquer coisa que não contrarie o que está estabelecido. Então, eis algumas coisas estabelecidas, que você provavelmente não vai usar nas histórias, mas que não podem ser contrariadas com relação à estrutura desse universo:

• Deus, o Deus-Trino da Bíblia, criou toda a realidade.

• No instante imediatamente anterior à criação da realidade, Deus fez a Grande Equação, estabelecendo como tudo seria, inclusive com ajustes finos que nós chamamos de “providência” (o que inclui todas as suas intervenções, sejam por meios ordinários ou não).

• A realidade criada consiste em exclusivamente 3 dimensões: o nosso universo material, um outro universo semelhante e a dimensão espiritual. Só, não existem outros além desses.

• A dimensão espiritual foi criada antes. Primeiro, todo o espaço celestial, depois, os seres celestiais. Ou seja, seres da substância dessa dimensão (tal como o homem é “do pó da terra”). Na sequência, os dois universos materiais foram feitos. Diferente da dimensão espiritual, esses universos não foram criados já com seus tamanhos finais. Eles estão em expansão.

• Os três universos coexistem no mesmo lugar (exceto que, em termos de tamanho, os dois universos estão “dentro” do espaço da dimensão espiritual). Eles não se tocam especificamente porque são os três de substâncias diferentes.

• No outro universo material, existe uma outra raça aparentemente consciente. São animais, abaixo dos homens, mas acima de todos os outros em termos de habilidade e inteligência. São seres complexos e com estrutura social entre a nossa e à de colônias como abelhas, formigas e cupins. São humanoides um pouco maiores que nós. Além disso, o que temos sobre eles é isto:

No início, havia um portal que dava acesso de um universo ao outro. Quando Caim saiu de perto de sua família, ele foi para perto do portal, descobriu essa raça e começou a fazer comércio com ela. Tempos depois, os anjos tiveram relações com humanas e geraram gigantes (sim, essa interpretação maluca de Gênesis 6 é canônica no nosso universo), e Deus mandou que um anjo ficasse de guardião no portal, impedindo que qualquer gigante passasse para o lado de lá.

Essa raça do lado de lá foi culpada pelos humanos por incentivar que eles tentassem seduzir os anjos e incentivar que os anjos caíssem na sedução. Quando a iniquidade aumentou brutalmente e Deus decretou o Dilúvio, os tais anjos (que eram um pequeno grupo dentro do grupo de anjos caídos) perderam a capacidade de transitar entre os universos, permanecendo materializados. No decreto do Dilúvio, Deus mandou o guardião fechar o portal. Pra fazer isso, o guardião proclamou ao mundo inteiro (do lado de lá) que estava amaldiçoando todos eles. Ele disse que “um dia o portal se abriria para puni-los pelo que eles fizeram”, mas era um blefe. A maldição em si era o próprio fato deles ficarem ansiosos esperando que um dia o portal se abrisse e eles fossem punidos.

Como essa raça do lado de lá era culpada por tudo isso pelos humanos, a raça praticamente não saiu daquela região em torno do portal. Na verdade, toda a sua cultura (arte, música, religião, filosofia, tecnologia, etc.) acabou sendo motivada e permeada pela eminência da abertura do portal.

É só isso que temos sobre eles.

• Do lado de cá do portal, quando veio o Dilúvio, todos os gigantes e muitos dessa raça que estavam do lado de cá antes do portal fechar morreram afogados com todo o resto. A Terra se partiu (daí a divisão dos continentes) e engoliu os anjos, que estão até hoje aprisionados no centro da Terra. Eles estão numa contenção que suga a energia deles o tempo inteiro e expele para o planeta inteiro. Eu escrevi um livro onde explico bastante sobre isso e pode ser encontrado aqui: https://www.amazon.com.br/Sil%C3%AAncio-Lucas-Rosalem-ebook/dp/B0862GNKTV/.

• Quando o portal foi fechado, também haviam muitos humanos do lado de lá que ficaram presos. Fora os que estavam sozinhos e as pequenas parcerias de viajantes, eram 5 famílias grandes, já estabelecidas. Três delas se tornaram uma única comunidade. O livro que citei acima é especificamente sobre essas 5 famílias, que formaram 3 cidades no início.

• Tempos depois do Dilúvio, a iniquidade avançou outra vez. Vem Babel e a confusão das línguas. As famílias do lado de lá do portal, sem saber de nada, nem ter nada a ver com isso, a não ser pelo fato de serem humanas, também tiveram seus idiomas mudados. Não foi cada pessoa com uma língua diferente, mas cada família. Dois desses idiomas (de famílias do lado de lá) já estão realmente bastante desenvolvidos, caso precise: o Sandira e o Teangö.

Um pouco sobre magia:

• Quase todos os sistemas mágicos funcionam no nosso universo, e o motivo é este: todos eles, de alguma forma, sem que o usuário entenda direito, acessam a linguagem da programação da realidade.

• A realidade tem uma linguagem da programação. Quando alguém usa a linguagem exata, está inserindo comandos na realidade. Assim, o usuário pode interagir ou manipular a realidade.

• Até a Torre de Babel, o uso dessa interação com a natureza era comum. Na confusão das línguas, o homem não sabia mais como fazer, mas como eles lembravam que isso existia, muitos começaram a pesquisar um jeito de voltar a conseguir. Assim foram surgindo “gambiarras” que funcionavam até certo ponto, que deram origem aos sistemas mágicos, tais como: alquimia, voodoo, wicca, etc. Há regras para as limitações do alcance de todos os sistemas. Você pode desenvolver um sistema próprio, mas ele precisará ter uma explicação razoável.

• O sistema enoquiano é basicamente o uso da linguagem original que dava acesso à manipulação da realidade, e já tem toda uma explicação mitológica pra ele existir, se precisar.

• Os sistemas como Quimbanda e Magia Negra, por exemplo, já são de outro tipo, porque existe 3 formas de alguém ter poderes sobrenaturais: acessando a linguagem da programação (seja diretamente ou com essas gambiarras), pelo poder de Deus (mas não do jeito neopentecostal; a confissão positiva não funciona) ou por pacto com demônios (aqui entra a Magia Negra e outros sistemas assim). Fiz um vídeo inteiro sobre detalhes sobre isso: https://youtu.be/Vl9RcWc-kEc

• Fora isso, vamos usar uma aproximação do que se usa nos RPGs: há 3 tipos de usuários de magia: o mago, o feiticeiro e o druida. Não usar essa nomenclatura apenas para diferenciar aqui, o que importa são as categorias. O mago é o que sabe por que estuda magia, é um sábio da arte mágica. O feiticeiro é do tipo que não entende nada, mas aprendeu alguns truques, talvez muitos. O druida é o que sabe um pouco, mas como que por instinto; ele é como um sensitivo e tem uma afinidade mais próxima com a natureza, por isso consegue fazer certas coisas (mas eles são raros).

Enfim, podemos conversar muito mais sobre todos esses itens e ainda muitas outras coisas, mas será mais interessante o autor ficar sabendo especificamente das coisas que possam interessar para o tipo de história, período e lugar que ele queira escrever.

Mais uma vez: na dúvida, pergunte! WhatsApp (16) 99638-2564 – Lucas Rosalem.

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