“Defendemos nesta obra que eles devem ser vistos na descrição diacrônica dos livros da Bíblia. Ou seja, procuramos descrever o que os textos da Bíblia afirmaram sobre Deus nos termos de cada livro, prefencialmente dentro do seu lugar na história da revelação progressiva de Deus”, p. 135.
O livro não tem nada que não se encontre em quaisquer materiais introdutórios, mas aqui, o autor realmente economiza explicações. As informações não estão concisas, estão de fato resumidas. As informações não são ruins, são só fracas. Para quem já leu qualquer material a respeito, não irá acrescentar em nada, EXCETO se o leitor nunca tiver tido nenhum contato com teologia liberal, aí é outra história, e é também onde entra o meu segundo problema com o livro: o autor é liberal.
O material é uma excelente introdução à disciplina, apesar de ser um pouco cansativo nos apêndices, que é onde o Mitte se desenvolve – o Mitte é a proposta de “tema central” para a conexão/harmonização/interpretação do Antigo Testamento.
No caso deste livro aqui, de Laird Harris, é o contrário: não há grandes (ou nenhum) insights do autor, os argumentos não são os melhores (são, no máximo, razoáveis para uma Bibliologia) e fica nisso mesmo, sem nenhuma proposta didática diferente.
Não espere ler um livro verdadeiramente comprometido com a fé cristã (nem com a ala católica), pois não é esse o interesse de Kaefer, de página a página. Nem sequer é possível ter certeza da fé do autor. O que fica evidente é seu ceticismo diante do texto bíblico e seu compromisso academicista.
A história e o simbolismo da Bíblia ensinam a igreja a compreender quem ela é, o que ela enfrenta, e como ela deve viver, enquanto anseia pela vinda de seu Rei e Senhor. Isso deveria ser fácil, não é? O que é difícil em sermos noiva e corpo de Cristo? O que é difícil em ser família de Deus, o templo do Espírito Santo? Esta jornada por terras estéreis, no caminho para o novo céu e nova terra, não deveria ser uma expedição livre de riscos e com garantia de segurança? Não deveria ser algo emocionante, ainda que como um passeio na montanha-russa — assustador, mas seguro?
O ambiente ainda trata do mundo inteiro. Quando Deus colocou Adão no jardim do Éden, a responsabilidade de Adão era expandir seus limites, para que…
A igreja é um grupo de crentes batizados em Jesus, certo? Seres humanos. São aqueles que creem, unidos numa só esperança no Senhor Jesus, partilhando uma só fé, tendo experimentado o mesmo batismo, e adorando um só Deus pelo poder do mesmo Espírito (cf. Ef 4.4-6). Seguindo o precedente do Antigo Testamento, de falar metaforicamente das pessoas de Deus, Jesus e os apóstolos falavam metaforicamente sobre a igreja. As metáforas identificam as coisas com aquilo que elas não são. O propósito da metáfora é capturar a verdade sobre a coisa que é “metaforada”. Assim, Deus não é uma pedra, mas a verdade de que Deus é estável, imutável, sólida, confiável e é comunicada quando dizemos: “O Senhor é minha rocha” (Sl 18.). Jesus e seus apóstolos também usaram metáforas para comunicar a verdade sobre a igreja.
Ninguém sabe o que aconteceu com a mãe. A bebezinha foi encontrada em seu sangue. O bondoso pai que a encontrou — não seu pai natural — literalmente deu-lhe vida. Quando foi encontrada a criança, o cordão umbilical ainda não tinha sido cortado e o sangue do nascimento não fora lavado. O pai proveu tudo o que era necessário, e a criança foi adotada e criada em ambiente seguro e cheio de amor. O pai que a encontrou começou a fazer planos para ela ser noiva do seu próprio filho.
O que é Teologia Bíblica?, de James M. Hamilton. O livro é uma introdução extremamente sucinta sobre Teologia Bíblica para leigos. Ou seja, a ideia…