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Afinal, o que é a Páscoa?

cruz páscoa

O cristianismo é conhecido no mundo todo, assim como o personagem principal da sua narrativa, Jesus Cristo. No entanto, até mesmo dentre os cristãos há muitas dúvidas sobre o que é a páscoa e se ela deve mesmo ser celebrada por nós. Você saberia dizer?

Este texto introduz uma série de 7 exposições bíblicas do Evangelho a partir da narrativa da páscoa.

Há duas formas bem comuns de errar sobre o assunto:

1) Achar que os cristãos apenas celebram porque está na Bíblia, em memória do evento que marcou a saída de Israel do Egito. Afinal, até Jesus a celebrou.

2) Achar que a páscoa cristã nenhuma relação tem com a páscoa judaica e que se trata exclusivamente o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Ambos os pensamentos estão equivocados. Nós não celebramos a páscoa meramente por ser uma celebração que está na Bíblia. Aliás, há várias outras celebrações judaicas e nós não celebramos nenhuma delas. Contudo, a páscoa cristã está completamente conectada com o evento que recebeu o nome de “páscoa” para os judeus. Todo cristão deveria entender bem desse assunto, visto que é justamente sobre o Evangelho da salvação, como explicaremos. Infelizmente, a maioria das igrejas brasileiras celebra ou por misticismo, ou por entretenimento, sem expor à igreja qual sua importância

A páscoa é sobre Cristo, é sobre o Evangelho. Mais especificamente, sobre a ressurreição de Cristo. A páscoa representa a esperança cristã na vida eterna; representa o livramento de Deus para o seu povo; representa a libertação e a preservação dos eleitos, de todo aquele que confia nele.

A páscoa, portanto, demonstra sobre alguns aspectos específicos do Evangelho que são encontrados também em vários outros lugares das Escrituras. Vários eventos narrados na Bíblia mostram a mesma estrutura e as mesmas características – contidas na páscoa, tando judaica quanto cristã – do plano de redenção que Deus traçou desde a eternidade.

Nesta série pretendemos mostrar ao leitor como identificar a semelhança entre a páscoa e o Evangelho encontrado em outras passagens, assim como ajudá-lo a entender o propósito, as conexões e a importância da páscoa judaica e a ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu na cruz para perdoar todos os nossos pecados.

Muitas vezes, na história da humanidade, Deus se manifestou para livrar seu povo. É isso que a páscoa nos traz à memória. Para muitos, a páscoa é apenas sinônimo de mais um feriado, mais uma data comercial. Esperamos que, com essa série, você possa enxergar essa celebração tão cara à Igreja de Cristo com outros olhos.

Em Cristo,

– Lucas Rosalem – facebook.com/ApenasOEvangelho

— Este texto é a 1ª parte da Série A Páscoa & o Evangelho. Confira a série completa AQUI.


 


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Por que precisamos conhecer o Evangelho?

1 CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO EVANGELHO PARA A EVANGELIZAÇÃO

Não podemos jamais anunciar o Evangelho e não convidar os ouvintes ao arrependimento e à fé em Cristo. Alguns têm dificuldades em como anunciar o Evangelho verdadeiro, pois são influenciados por uma cultura corrompida que busca algo politicamente correto ao invés de dizer a verdade como ela é.

1.1 A Realidade Natural Do Homem

Cada pessoa precisa saber qual sua situação. A condição de todos os ouvintes é de perdição. Não há outro meio para que se alcance a salvação senão por meio da exposição do Evangelho; e que seja uma exposição fiel, para que não haja convicções em algo que não é verdadeiro.

Estamos perdidos e, por essa razão, precisamos de Cristo. Anunciar o Evangelho não se resume a dizer que “Cristo morreu por você” – na verdade essa expressão sequer é encontrada em qualquer situação de evangelismo na Bíblia. O que aprendemos com as escrituras é anunciar que todos se arrependam e confiem em Cristo de todo coração. Dizer que Cristo morreu por alguém não é sábio; afinal, o ensino bíblico é de que Cristo apagou/cancelou os pecados dos eleitos de Deus; não sabemos quem são os eleitos, mas sabemos que devemos anunciar o Evangelho a todos.

1.2 O Chamado Evangelístico

O chamado ao arrependimento é universal. O que podemos dizer, e que é verdadeiro, é que Cristo morreu por pecadores e seu ouvinte também é pecador. Se, de fato, o ouvinte se arrepender e crer em Cristo, poderá ter a certeza de que Cristo morreu por ele.

Mas o problema nem chega a ser nesse ponto. Há uma mudança muito grande na pregação do Evangelho pela maioria dos cristãos. Um dia você prega uma coisa, noutro dia, outro cristão prega algo diferente. Afinal, há mais de um Evangelho? De modo nenhum! Qualquer evangelho diferente daquele que é apresentado nas escrituras deve ser rejeitado.

1.3 Sobre a mensagem do Evangelho

O objetivo do Evangelho é anunciar que há salvação por meio da Fé em Cristo somente. Quando proclamamos o Evangelho, dizemos que é necessário se arrepender dos pecados e crer em Cristo; isso é básico, trivial até. Mas quais as consequências de anunciar um falso evangelho que não apresente nenhum desses dois pontos?

Se você anuncia o Evangelho afirmando que Cristo morreu pelos pecados de todos os homens, mas que agora o homem precisa se arrepender e crer para que isso se torne real ou eficaz, você não compreendeu o Evangelho de Cristo. Não se trata de uma Redenção que não redime; mas de uma Redenção que redime. Quero dizer que a obra de Cristo foi consumada e que todo o propósito de sua obra não foi nem será frustrado, muito menos pelo homem. Cristo de fato salvou!

1.3.1 A fé e o arrependimento são inseparáveis

É possível apenas crer em Cristo, entretanto não se arrepender dos pecados? Pensando na salvação como uma obra que é aplicada pelo Espírito Santo, que cria uma nova disposição à natureza do homem para que este, naturalmente, aja de acordo com sua nova natureza e, portanto, responda positivamente ao chamado do Evangelho, convencendo-o de sua condição pecaminosa e trazendo-o para os braços de Cristo, parece que não é possível crer e não se arrepender – a obra é completa e não parcial.

1.3.2 A necessidade de convicção na mensagem do Evangelho para a pregação

Agora, considere a seguinte situação: Você anuncia o Evangelho aos perdidos, mas você mesmo não tem a convicção de que a obra de Cristo é suficiente ou eficaz para garantir que alguém seja salvo; em outros termos, você acredita que parte da salvação deve ser atribuída à decisão humana. Esse é um problema bem antigo. Precisamos reconsiderar como o homem pode ser salvo.

1.4 A corrupção da natureza humana e o novo nascimento

1.4.1 A regeneração é necessária para que haja arrependimento e fé

Primeiro, precisamos entender qual a origem dessa Fé, por meio da qual podemos ser declarados justos. Nossa natureza não pode produzir algo bom a partir dela mesma; é uma natureza corrompida, caída, inclinada para o que é mau (a inclinação da carne é inimizade contra Deus; veja Romanos 8:6,7). O ensino de Cristo é que é necessário que o homem seja novamente gerado (João 3). Essa vivificação, nova vida, gerada tão somente pelo Espírito Santo é que faz os crentes serem novas criaturas. É necessário que a inclinação para o mal seja vencida e isso somente o Espírito Santo pode fazer. O Espírito Santo dá uma nova natureza e a partir daí o homem age conforme sua nova natureza. É dito também que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. Ora, se o novo nascimento é requisito para se ver o reino de Deus e esta obra é do Espírito Santo, o que pode o homem fazer por sua salvação? Podemos afirmar que o princípio de um abandono do pecado ou conversão é atribuído à graça divina; somente o Senhor pode converter o homem (Jeremias 31:18). A Fé, portanto, não pode ser obra humana. Para que o homem responda positivamente (crendo) ao Evangelho, é necessário que Deus não apenas comece, mas realize toda a obra; pois somente pela obra da graça de Deus que o homem poderá fazer o bem que Deus quer. É Deus quem dá um novo coração e põe seu Espírito em nós; à parte disso não há salvação. Na verdade, o homem só é declarado justo diante de Deus por causa da justiça de Cristo que é imputada a ele por meio da Fé – a própria Fé não pode justificar, mas a justiça de Cristo aplicada por meio deste instrumento – a Fé – é que declara o homem justo.

1.4.2 A compreensão da mensagem depende da revelação divina

Segundo, o homem natural não compreende as coisas de Deus; é necessário que o próprio Deus se revele ao homem e conceda Fé para que o homem creia. A mensagem do Evangelho não é irracional; é algo sobre o que se pode pensar a respeito, que pode ser compreendido. O homem natural, entretanto, não compreende o Evangelho o suficiente para que creia na mensagem – a ponto de confiar em Cristo, mas pode entender alguns de seus aspectos. Entretanto, se você resumir o Evangelho a uma mera mensagem de sentimentalismo, apelando para que a pessoa acredite porque foi um lindo gesto de amor na cruz, pode levar seu ouvinte a jamais conhecer o Evangelho como ele é. É claro que a obra de Cristo foi uma linda demonstração de amor, especialmente de amor à justiça e santidade de Deus. Talvez você ainda pense que, à parte da graça de Deus, o homem tenha capacidade de responder ao chamado evangelístico, mas vale lembrar mais uma vez que o homem natural (aquele que não nasceu do Espírito) está inclinado para o que é mau; é escravo de sua vontade pecaminosa. O homem não regenerado jamais se inclinará para Deus de modo que coopere de alguma forma para sua salvação. Se o Senhor não iluminar o entendimento, tudo continuará em trevas.

1.4.3 A obra de Cristo assegura a redenção

E finalmente, a salvação não é decorrente de qualquer esforço do homem. Com muita frequência afirmamos que a salvação é pela graça, mas é comum confundir salvação pela graça e legalismo – que seria um tipo de salvação assegurada pela graça de Deus, porque de fato não merecemos, entretanto, dependente daquilo que o homem faz ou deixa de fazer. Precisamos entender que salvação pela graça é salvação de fato; o homem não pode se “des-salvar”.

Nós, mesmo que tenhamos sido gerados de novo pelo Espírito e compreendido a mensagem do evangelho e crido nela, continuamos pecando. A obra do Espírito em nós, aplicando a obra da salvação, nos liberta do poder do pecado; o pecado já não nos domina mais, porém não alcançamos a perfeição – ainda não fomos transformados ou glorificados. Na verdade, uma das marcas do cristão regenerado é a luta constante contra o pecado. Talvez você tenha duvidas sobre sua salvação por continuar sempre em conflito contra o pecado; o apóstolo Paulo descreve essa guerra no capítulo 7 de sua carta aos Romanos, comprovando a nossa imperfeição em sermos obedientes ao Senhor, entretanto, lutando diariamente contra os desejos da carne. Ora, se a salvação depende, ainda que em parte, da nossa santidade, certamente pereceríamos – afinal, quem de nós deixou de pecar?

A salvação é totalmente dependente da obra de Jesus Cristo. O que o nosso Senhor e Salvador realizou é o que nos garante a salvação. Ele foi obediente até a morte, tornou-se maldição em nosso lugar – pois sofreu a maldição da Lei que deveria vir sobre nós -, suportou a ira divina e ao terceiro dia ressuscitou – venceu a morte. Mesmo após termos nascido de novo, nenhum de nós conseguiria alcançar a salvação por meio da obediência à Lei de Deus – pois ainda pecamos. A boa notícia – o Evangelho – é que não depende de nós, mas que há salvação para nós, pecadores, porque Cristo fez o que jamais conseguiríamos fazer: alcançou o perdão de Deus por nossos pecados.

– Felipe Moura


 

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“Não julgueis” – O mimimi desta geração

Vivemos num período em que a verdade absoluta e objetiva de Deus não é mais defendida por grande parte dos cristãos. Antes, muitos interpretam os textos bíblicos à sua maneira. Não leem a Bíblia para conhecer qual é a vontade de Deus, mas para suprir alguma necessidade temporal. Há quem diga: “Essa passagem falou comigo; tocou-me”, quando na verdade se entendeu o que quis, e não o que o texto diz. Geralmente chegam a conclusões absurdas! Leem a Bíblia para satisfação própria, não para se corrigirem e se adequarem aos princípios bíblicos.
Alguns movimentos mais carismáticos no meio evangélico apropriaram-se de práticas mundanas, contrárias ao ensino bíblico. Por meio do uso de objetos, manipulam a crença das pessoas – não posso nem dizer que é Fé, porque a definição bíblica de Fé (quando se refere à salvação por meio desta) nos conduz a confiar de todo o coração naquele que pode nos salvar.
Essas pessoas que abandonaram a verdade acabam se apropriando de uma filosofia de vida moderna, sem padrões bíblicos. São pessoas que se enganam a si mesmas com discursos inapropriados, sem fundamento bíblico. E falo daqueles que tornaram um ensino bíblico em jargão para defender qualquer prática e ensino que não sejam bíblicos.
Passou a existir, na maioria dos cristãos, um aparente sentimento de compaixão pelo próximo, porém, em detrimento do amor à verdade de Deus. Optar pela omissão da denúncia de um erro é cooperar para a sua propagação. Não defender a verdade bíblica acima de tudo é prejudicial aos outros cristãos que estão no erro – que compaixão é essa? Afinal, se estão sendo instruídos da maneira errada, certamente não crescerão na fé, e talvez jamais se firmem na rocha.
Você não compreende seu papel como cristão? Você pensa que manter sua aparente ética é melhor do que defender a verdade? Se você não diz a verdade quando deveria dizer, permitindo que outros sejam enganados, e provavelmente nem sequer sente alguma tristeza ao ver tantas ovelhas sendo pastoreadas por lobos, então você não tem ética. Entretanto, nem sempre são os lobos os culpados por toda essa degradação evangélica; cada um tem sua responsabilidade, especialmente em relação àquilo que creem.
Se cada indivíduo pode afirmar que aquilo em que acredita é a verdade, então a verdade já não é uma só; já não há verdade. Pois, desta forma, eu e você poderíamos ter conclusões diferentes acerca de um assunto, e afirmaríamos que estamos com a verdade, sendo que nós dizemos coisas totalmente diferentes. Com certeza já dissemos algo como: “Essa é a minha opinião”, e são pensamentos como esses, – de ter uma verdade própria, pensando que não há mentiras ou que ninguém esteja certo além de você mesmo –, que impedem o crescimento dos cristãos por meio da verdade de Deus. É necessário que cada cristão entenda que não há várias verdades; o ensino bíblico não é relativo, nem confuso. Definir a verdade como aquilo que me faz sentir bem, não é correto. Ainda que seja desagradável, a verdade não pode deixar de ser verdade, pois não depende dos meus sentimentos. Se há várias verdades, qual a razão do cristão continuar acreditando que o ensino de outras religiões está errado?
O misticismo evangélico cresceu e muito, mas é um misticismo unilateral, moralmente infame, pois a verdade se torna subjetiva, ou seja, conduz o crente a acreditar que o erro é a verdade. A verdade da salvação já não tem mais vez em várias igrejas. Ainda que estas igrejas falem de Jesus, não o apresentam como descrito nas escrituras; criam um discurso parecido com o de políticos oportunistas. Apresentam um Cristo que não salva. Ainda que digam em meio aos seus sermões: “Jesus Salva”, todo o resto dos seus discursos aponta para um Senhor que não é Senhor, mas servo; que irá atender os anseios de todos aqueles que pedirem em seu nome. Como disse Abraham Kuyper:
“O misticismo é doce e as obras cristãs são preciosas, mas a semente da Igreja, tanto no nascimento do Cristianismo como na época da Reforma, foi o sangue dos mártires; e nossos santos mártires não derramaram seu sangue pelo misticismo nem por projetos filantrópicos, mas por causa de convicções que dizem respeito a aceitação da verdade e a rejeição do erro.”
Posso até encaixar uma frase de Marcos Almeida: “É que o sagrado se tornou hilário”. Já não há seriedade em defender a verdade; nem de pregar a Cristo crucificado – o que de fato, para esses evangélicos, tornou-se loucura.
E como cresce o número de homens (até mulheres) que se dizem profetas de Deus; indivíduos que atribuem a si uma autoridade que jamais lhes foi concedida pelo Senhor. Falam em nome de Deus, como se Deus estivesse dizendo por meio da boca deles (era assim com os profetas de verdade). Profecias e mais profecias que se perdem na exaltação do ego humano; determinações de homens que não conseguem controlar a própria língua. Pensam que sua palavra, dita com ênfase, às vezes até com mudança na entoação, tem poder de mudar algo no futuro. É evidente nas escrituras – basta examiná-la com seriedade – que nenhuma profecia verdadeira pode partir do homem, antes, é de inspiração divina. As profecias da parte de Deus nem sempre eram em relação a algum acontecimento futuro, mas de fato se cumpriam, porque Deus não é mentiroso.
O que dizer daqueles pastores, ou seja lá o que forem, que prometem curas? Na televisão se vê muito isso. Tantas pessoas indo a um templo em busca de satisfação própria, dispostas a entregar o que for preciso em troca de um milagre. Criticam a idolatria, mas depositam a “fé” em objetos, em homens, não em Deus. Na verdade, para estes, Deus é apenas “o que pode curar”; nada além disso. Se dizem cristãos, mas não temem a Deus. Querem os benefícios de Deus, mas não estão dispostos a perder tudo por amor ao Senhor. Verdadeiramente, o deus deste século tem cegado o entendimento; tantos outros já têm a mente cauterizada.
Deus pode sim curar aquela doença que é impossível para a medicina; Ele é Todo-Poderoso! Mas não é sobre isso que estamos falando. Em meio a tanto misticismo, a Verdade tornou-se desconhecida para muitos. E sabemos bem o que acontece com um povo sem conhecimento real da vontade de Deus. E como conhecer a vontade de Deus, e quem Deus é senão por meio das escrituras? Existe outra fonte mais confiável do que a própria palavra de Deus? Quem Deus é não pode ser definido por intuições humanas; aquilo que podemos e precisamos saber acerca de Deus, Ele mesmo revelou para nós em sua palavra.
Quando um indivíduo fundamenta seu conhecimento acerca de Deus, com base em suas próprias intuições, e não na palavra, torna-se um iludido – engana-se a si mesmo. Essa é a máxima do misticismo evangélico que tem tomado de conta da maioria das igrejas no Brasil. Não podemos nos apegar a promessas de homens que se denominam profetas, mas devemos nos apegar firmemente à palavra da verdade, por meio da qual poderemos convencer os que se contradizem (Tito 1.9).
As escrituras revelam tudo que precisamos saber a respeito da salvação. Calar-se diante de tantas aberrações é como esconder a salvação do perdido. Enquanto muitos estão sendo enganados por falsos mestres, os que buscam defender a verdade são taxados como intolerantes. Se você realmente entende qual a necessidade de todas as pessoas, não deixaria de dizer a verdade.
Você pode até pensar que Deus não se agrada que se duvide destes homens; talvez o medo de que eles estejam certos te faça ficar calado. O próprio Cristo elogiou os cristãos de Éfeso, pois não suportavam homens maus, e puseram à prova aqueles que se declaravam a si mesmos apóstolos, e não eram, comprovando que eram mentirosos (Ap 2.2). E como se consegue pôr esses falsos mestres à prova? A resposta já foi dita várias vezes. É com base naquilo que a bíblia ensina que podemos descobrir se esses homens seguem ou não a Cristo; e se não seguem a Cristo, não podemos dar ouvidos a eles.
Todos nós precisamos da verdade. É a verdade que liberta os homens da opressão do pecado. E Cristo é a verdade. E temos visto que Cristo não é uma verdade definida por cada indivíduo. Não há possibilidade de que o que Cristo disse seja verdade para mim e não para você. A verdade é uma só. As escrituras não têm várias interpretações sobre um mesmo texto. Isso seria perigoso demais; não haveria certeza sobre nada do que aprendemos na bíblia. Mas podemos descansar, na certeza de que existe verdade, e que esta é uma só. Podemos ter certeza de que o que Deus prometeu para os seus filhos, de fato ele cumprirá; que as bênçãos da salvação, conquistada por Cristo, de fato são verdadeiras; somos livres da culpa do pecado porque fomos declarados justos, e somos livres do poder do pecado porque o Espírito Santo habita em nós, operando e efetuando uma obra de santificação, e que um dia seremos totalmente livres do pecado, porquanto Deus mesmo nos glorificará.
– Felipe Moura

 

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