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O EXISTENCIALISMO e sua influência no culto evangélico

A influência do existencialismo no culto evangélico, especialmente o neo pentecostal, reside na ênfase dada à experiência mística em detrimento dos atos de louvor e gratidão.

O pensador existencialista Jaspers propunha uma “experiência final” que proporcionaria a convicção de que a pessoa existia dando a ela um sentido à vida.

Para Sartre a “experiência existencial” consistia num “ato da vontade”, segundo o qual, o ato da pessoa é legitimo se o que faz é produto de sua decisão ou resultado de sua liberdade.

Aldous Huxley acrescenta a “experiência de primeira ordem” fazendo inclusive, apologia do uso de entorpecentes. No êxtase produzido pelo uso de alucinógenos, o individuo alcança uma experiência mística, o que daria sentido, à miserável existência humana.

No livro “Abuso Espiritual e Vicio religioso”, Sheila Fabricant Linn afirma que a pratica da religião pode ter a mesma finalidade que o uso de drogas ou álcool (p20). Para Sheila, a experiência religiosa proporciona bem estar permitindo um escape da realidade penosa de nossas vidas. A ascendência do existencialismo na prática da adoração pública esta manifesta na ênfase à sensualidade (respeitante aos sentidos e sentimentos).

Sendo assim, a liturgia tem sido preparada visando a satisfação do adorador. A leitura, as orações, a música, são selecionadas para produzir boas sensações. Valdeci dos Santos, num artigo escrito para a revista Fides Reformata (3/2, 1998, pg 142), ressalta que “…a liturgia contemporânea tem sido fortemente acusada de ser um meio para se atingir emoções”. O importante, não é se Deus é adorado. O que importa de fato é que o crente volte para casa aliviado, sentindo-se bem. Em muitos casos o êxtase é o ponto culminante do culto.

O delírio místico adquire importância suprema e o meio pelo qual a espiritualidade da reunião é medida. Ora “visões”, ora “revelações”. Por que não fé ou obediência? Muito show e tietagem, por que não serviço e devoção? Por que tanto desejo de ver e sentir se sabemos que não faltam perigos e tropeços no obscuro caminho das sensações?

Quando cedemos às exigências dos sentidos e sentimentos somos levados por nossas próprias potências às redes do engano. Portanto, observemos o apelo de Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

Devemos nos assegurar de caminhar no claro e reto caminho da Palavra de Deus e servir ao Senhor nos abstendo das imoralidades do mundo e observando Suas sagradas prescrições, nutrindo sempre a esperança na sua segunda vinda.

Deus abençoe a todos!

– Pr. Lécio Contu


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