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O DÍZIMO – O que não te contaram!

A maioria dos impostores do Evangelho, quando vão falar sobre o dízimo, não conseguem fazer outra coisa senão pôr medo na membresia e falar sobre maldições sobre quem não dizima. O que o povo aprende com isso?

Aprende uma visão mentirosa e blasfema de Deus.

Dízimo não protege ninguém de gafanhoto. Por quê? Porque a proteção sobre a lavoura do povo de Deus, descrita em Malaquias, foi descrita muito antes também, em várias passagens e não era só sobre dízimo, mas sobre moralidade, sobre o cumprimento das obras da lei. Malaquias não ensinou nada novo ao povo de Israel.

Não há uma fórmula espiritual de proteção como uma mandinga, um ritual ou um “passo-a-passo”. Malaquias descreve um problema específico que, na ocasião, era o dízimo, mas a lei de Deus sempre foi UMA SÓ, descrita primeiro em 10 itens (os Dez Mandamentos) e regulamentada em centenas de subitens. Como está escrito “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente” (Tiago 2:10). As promessas feitas no Antigo Pacto nunca foram individuais, mas à nação de Israel, ao POVO como um todo. Exigir uma proteção (ou mais absurdo: prosperidade) com base em Malaquias 3 é um decreto de total analfabetismo bíblico e principalmente do Cristianismo, da Nova Aliança.

Sabemos que o apóstolo Paulo passou fome, sede, frio e nudez VÁRIAS VEZES e por MUITO TEMPO (2 Coríntios 11:27 / 1 Coríntios 4:11 / Filipenses 4:16). O que esses pastores falsos mestres explicarão sobre isso? Que Paulo não era dizimista ou o quê?

• Vemos alguma proteção individual sobre a renda de quem entrega 10% do seu salário todo mês em uma igreja? NÃO.

Se você oferta 10% de toda sua renda, todos os meses, tendo em mente o MEDO ou a AVAREZA (esperando prosperidade), você realmente não conhece a mensagem do Evangelho e não entendeu nada do que Cristo fez por Sua Igreja, muito menos qual sua incumbência na terra e o que você passará como cristão.

Agora, se você entende que ofertar 10% do salário é GRATIDÃO, é AMOR, é RESPEITO, é disciplina contra a avareza e um chamado a melhorar sua administração financeira, então você só precisa entender só mais alguns detalhes, mas está no rumo certo.

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Os dízimos são “para a obra”, nós dizemos. Ok. Mas que obra? Se Cristo não precisa do seu dinheiro, quem precisa?

O Evangelho? NÃO.

O Evangelho precisa de pessoas bem ensinadas e dispostas, crentes de fato, que usem SUA BOCA.O Evangelho não precisa de um lugar específico pra ser pregado, nem explicado. As congregações são para a comunhão dos santos, para os sacramentos, para o culto conjunto, etc. Que confusão é essa que se faz esperando que a igreja seja um lugar de evangelizar ímpios?

Obviamente, o Evangelho deve permear tudo que fazemos no culto (letras das músicas, pregação, orações, etc). Mas ainda que esse seja o fundamento, evangelizar não é o propósito do culto (e convidar para ir pra um culto também não é evangelizar, ok?). Evangelizar é um convite também, mas ao arrependimento, depois da mensagem da cruz!

Então para quê ofertamos 10% do nosso salário?

Nenhum pastor deveria ter medo ou vergonha de dizer isso com todas as palavras:

PARA O SUSTENTO PASTORAL E DA CONGREGAÇÃO.

Um pastor é digno de seu salário, sim. Isso quando trabalha pela igreja, ok? Então os dízimos NÃO SÃO para viúvas e órfãos, não são para o Evangelho, não são para adquirir prosperidade e não são para proteção de nada, mas para o sustento pastoral e a manutenção da congregação. Ainda que o pastor possa usar esse dinheiro para material de evangelismo ou outros fins.

É óbvio que para isso não é necessário impor uma quantidade mínima a ser contribuída pelos membros da congregação. Impor um mínimo é um absurdo e, graças a Deus, não encontra fundamento no Cristianismo. Se um cristão dá dinheiro por medo de maldição (da lei), por exemplo, o pastor dessa pessoa realmente NÃO É DIGNO do salário que recebe, pois está fazendo um péssimo papel, de falso mestre.

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Posto isso, alguém fez o seguinte questionamento:

Imagine que eu convide meu vizinho que é ímpio (um cara que quero ganhar pra Jesus a todo custo, mas é cheio de falácias mundanas acerca de dízimos e ofertas) para ir num tradicional Culto de Primícias. Imagine ele ir para Casa de Deus junto comigo e ele escutar do Pastor da Igreja que o dízimo é PARA O SUSTENTO PASTORAL E DA CONGREGAÇÃO. Você acredita que ele irá voltar a frequentar a Igreja que congrego?Acredito que não! Ele sairá entendendo aquilo que o mundo diz acerca do dinheiro arrecadado das ofertas e do dízimo, e certamente confirmará aos 4 cantos do mundo que o dinheiro vai pro bolso do Pastor.Nesse caso acredito deve ser usado o bom senso, pois o cara é ímpio e ainda precisa conhecer a verdade do Evangelho. Com tempo, ele já tendo entregue sua vida a Jesus e sendo liberto através da Verdade que há na Palavra de Deus, aí ele terá conhecimento de que os dízimos são para o sustento da congregação e entenderá que o Pastor é digno de seu salário.

Resposta:

Concordo em partes. Vou te dar um outro exemplo: reuniões de jovens na igreja servem pra quê? Digo esses “cultos” de sábado. Por que a diferença entre um culto e o “culto de jovens”? Na prática a diferença é que no sábado a galera solta a franga, se joga, se balança, grita, ri, pula, ouvem músicas mais “de jovem”. No entanto falta o culto.

A desculpa medíocre é que essas reuniões hipócritas seriam pra atrair jovens descrentes. Mas qual a vantagem de se levar um descrente pra brincar? Qual motivo tenho pra esconder desses jovens descrentes o que realmente é cultuar a Deus e as demais verdades bíblicas?Bom, na maioria dos casos são os jovens da igreja mesmo que não sabem o que estão fazendo lá, não conhecem o Evangelho e não têm a menor noção do que seja cultuar com o Corpo de Cristo.Como solução em 2 igrejas já, eu sugeri que fizéssemos reuniões voltadas aos nossos jovens primeiro e que esses fossem ensinados direito antes de que tentássemos receber outros jovens de fora, e só aí fazer algo “diferente” e atrativo, mas sempre sem perder e sem maquiar o culto real. Isso complica um pouco, demanda tempo e paciência, demanda também criatividade da liderança, mas não dá pra escapar se quiser fazer algo bem feito.Bem…devo esconder dos visitantes uma parte mais “cruel” das Escrituras? Claro que não. Mas cada assunto tem seu momento. Assim como as explicações profundas sobre contribuição talvez não devessem ser tão exploradas na hora do culto público, até pra não serem mentirosas e hipócritas como são. Não posso admitir trocar uma verdade bíblica por uma maquiagem só porque não temos competência pra ensinar nossas verdades a alguém de fora.

Se cremos que a verdade liberta, devemos ensinar essa verdade. Então, já que pode ser difícil explicar a um descrente que ofertas são apenas por gratidão e não por barganha, como muitos evangélicos foram ensinados (imagine ainda ser questionado assim por um descrente: “gratidão paga com dinheiro a Jesus ao invés de gratidão paga com mudança de vida?”), é muito mais fácil explicar jogando limpo e dizendo qual a UTILIDADE prática das ofertas, sem frescuras, sem máscaras e sem medo.

A forma mais simples, mais amena e mais HONESTA de se explicar a alguém o motivo das contribuições é a verdade: manutenção da congregação e sustento do pastor.

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Pergunta: 

Certo! Então eu vou lá e digo ao ímpio que os dízimos e ofertas são para o sustento do pastor e da congregação.

Logo em seguida serei confrontado:

• Ah, então você assume que o pastor leva vantagem no que os fiéis colaboram?

Como responder?

Resposta:

Se o seu pastor fizer por merecer, você dirá que assim como você rala pra se sustentar, o seu pastor também. Assim como você gasta seu tempo no trabalho, que de modo geral é para coisas sem importância (o que eu mais faço, por exemplo, são placas de homenagens, banners de aniversário e adesivo pra carro: futilidade), seu pastor rala pra manter a saúde de toda uma comunidade e recebe nossa gratidão por isso, ainda que a maior parte do dinheiro ele não possa gastar, pois será investido na congregação, para usufruto da membresia.

Obs.: Se estivermos seguros do que cremos, só precisamos contar. No mais, talvez seja preciso apenas lembrar que nenhuma explicação será satisfatória a um ímpio.

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DÍZIMO “OBRIGATÓRIO” EM SUA IGREJA?

A questão é que o dízimo não é mais obrigatório na Nova Aliança e a Igreja no Novo Testamento não era sustentada com ele, mas com ofertas voluntárias. No entanto, qualquer criança sabe separar as coisas e entenderia que, como a generosidade é parte da vida cristã (quanto mais no que se refere ao avanço e sustento da obra), as ofertas, inclusive generosas, serão fruto do Espírito, além de um exercício da fé.

Em algumas denominações os pastores se veem tão pressionados pela liderança ou pelo simples fato desse ser seu sustento, que não conseguem parar de falar sobre dinheiro. É claro que prejudica demais num todo, mas se o seu pastor é uma boa pessoa, faz realmente trabalho pastora (expõe a Bíblia nas pregações e não temas de sua cabeça / visita os membros / serve de apoio como conselheiro e consolador, é dialogável, etc.) então talvez não custe você mudar sua perspectiva e tentar apoiá-lo. Seja VOCÊ humilde e converse com ele. 😀

De qualquer forma, não há poder nenhum em um líder pra amaldiçoar e também não há nenhuma “maldição” em não dizimar, o problema estará na ganância e na avareza do membro.

Agora, se sua denominação se organiza (talvez até estatutariamente) com base no dízimo da membresia, então use essa quantia (10%) como sendo sua oferta. 😉

– Lucas Rosalem

>> Recomendamos este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0eUiAZO9C_Q


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