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A perseverança dos santos

Por Lucas Rosalem.

Se Deus justifica o seu povo com base não no compromisso (obediência) e esforço pessoal de cada um, mas exclusivamente com base no compromisso perfeito de Jesus, através apenas da nossa fé, que diferença faz a maneira como viveremos nesta vida? A primeira resposta é esta:

“Pois Deus não é injusto; não se esquecerá de como trabalharam arduamente para ele e lhe demonstraram seu amor ao cuidar do povo santo, como ainda fazem” (Hebreus 6:10).

Honestamente, eu não sei como isso será usado por Deus na eternidade. Não sei o que é o galardão e é um assunto que realmente não tenho dificuldades em esperar ansioso para ver como será. Mas de uma coisa eu sei: o que fazemos aqui faz, sim, alguma grande diferença para o que vai acontecer depois. Mas não é só isso.

Antes de explicar, vou dar usar como exemplo outro assunto: a paz.

A paz que temos com Deus, alcançada através da obra de Cristo (não das nossas escolhas), aquela paz eterna que aconteceu por que fomos, de uma vez por todas, reconciliados com Deus, é uma paz diferente daquela paz de Deus, que é a tranquilidade que temos diante das lutas justamente por estarmos tão verdadeiramente convictos da paz com Deus que incorporamos isso à nossa forma de enxergar esta vida.

Da mesma forma, na nossa relação com Deus existe uma diferença entre o perdão judicial e o perdão relacional. O primeiro, perdão judicial de Deus, é definitivo, chamado por Paulo de “justificação” (Rm 5:1), e foi dado a nós quando fomos convertidos a Cristo: a culpa e o preço dos nossos pecados foram perdoados por causa da morte de Cristo em nosso lugar. O perdão judicial de Deus (que é irrevogável e concedido uma única vez no momento da conversão) não pode ser confundido com o perdão relacional de Deus. Este segundo é necessário porque nós continuamos pecadores e continuamos ofendendo a santidade de Deus com as nossas falhas.

O pecado continua nos afastando do Senhor, mas ele não arranca a nossa justificação, ele apenas quebra a nossa relação temporal com Ele. É por isso que faz sentido nós continuarmos confessando os nossos pecados e pedindo perdão por eles: não porque sem isso não estamos mais salvos, mas porque esse perdão é concedido aos pecados que cometemos em nosso dia-dia e que afetam a nossa comunhão com Deus, mas não a nossa posição de herdeiros diante dele. Em outras palavras, o pecado faz a crente ficar mal com Deus, pois entristece ao Senhor, e isso com certeza atrapalha a nossa vida presente.

A perseverança dos santos, tantas vezes descritas por Paulo e, em especial, em Hebreus, não tem foco no esforço pessoal, como se estivéssemos lutando para continuar salvos. A ideia de chamar os crentes a perseverar tem a ver com ser paciente, com esperar. Pense bem: sem as obras, a fé é morta, certo? Mas que obras o ladrão da cruz tinha? Nenhuma. Ele foi salvo apenas pela fé, e todos nós seremos salvos apenas pela fé. No entanto, a diferença entre fé e fidelidade está no tempo: a fidelidade é a fé em prática! Fé em prática é perseverança, é obediência: não uma confiança na própria obediência, mas uma obediência pela fé (Rm 16:26).

Meu irmão, nós estamos caminhando para algo muito maior que os nossos problemas! Leia devagar o que o pregador de Hebreus diz aos seus irmãos e incorpore essa ideia de perseverança à sua vida:

“Nosso desejo é que vocês continuem a mostrar essa mesma dedicação até o fim, para que tenham plena certeza de sua esperança. Assim, não se tornarão displicentes, mas seguirão o exemplo daqueles que, por causa de sua fé e perseverança, herdarão as promessas” (Hebreus 6:11,12).

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