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A PROFANAÇÃO DO LUTO E O DESAMOR EGOÍSTA

Por Diego Montenegro.

No texto do Antigo Testamento de hoje (28/05) lemos a história de Davi quando perdeu seu filho Absalão (que o perseguia). O texto narra o luto de Davi ao perder eu filho perseguidor. Joabe, um comandante do exército de Davi se revoltou com o luto do Rei. Disse que ele não deveria chorar a morte do inimigo golpista, mas se alegrar e parabenizar os seus ajudadores vitoriosos. Há ainda uma ameaça de Joabe dizendo que se sua postura não for essa – de triunfo ao invés de luto – sua tristeza seria aumentada.

O texto nos chama a atenção pela a falta de sensibilidade de Joabe para com seu Rei. É puro egoísmo. Ele e seus homens querem se sentir bem, mas o luto do Rei é um problema pra ele. O desrespeito pelo luto seria justificado pelo fato de que o filho perdido era um “inimigo” no campo político. Joabe confunde as áreas e transforma a rivalidade política em um absoluto, ao invés de um relativo. Como se Absalão deixasse de ser filho do Rei. Como se a esfera política tivesse que anular a emocional.

Pois é exatamente isso que muitos de nós fazemos hoje em dia em tempos de tanto desamor. Nós tratamos pessoas como coisas, objetos classificados de acordo com categorias simples: inimigo ou amigo, aliado ou adversário, esquerda ou direita, “vagabundo” ou “cidadão de bem”. De repente não são mais seres humanos criados à imagem do SENHOR e até mesmo a morte deles não precisa mais ser chorada. Precisamos lembrar que é possível que pessoas que discordam em política ou em futebol sejam irmãos em Cristo. Não podemos elevar a área da política a um absoluto. A política não deve ser o filtro dos nosso relacionamentos, mas o AMOR SIM (Cl 3:15). Precisamos lembrar que o caráter de Deus o leva a não se agradar na morte do perverso (Ez 18:23). Lembremos ainda que do Pai do filho pródigo da história contada por Jesus chorou a perda de seu filho com a mesma força com que comemorou seu regresso, apesar de que o outro filho achou isso injusto (Lc 15:11-32). Lembremos o que Jesus ensinou abertamente que devemos amar e orar pelos nossos adversários terrenos (Mt 5:43-44). Lembremos, por fim, que nossos VERDADEIROS inimigos não são pessoas (Ef 6:12 [NVT]).

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