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“Soberania de Deus? Não gosto!”

Na antiguidade, “soberania” era conceito central, bem como “poder” . Para nós, esses conceitos não são nada simpáticos. Têm som autoritário para pessoas que só se aproveitam daquela liberdade conquistada na revolução francesa: “Queremos uma humanidade sem (Deus e sem) rei” (J. Ferry). Por isso, podemos até procurar outras palavras, mas com a condição de que não se elimine a ideia dos direitos soberanos de Deus como Criador, pois esse respeito pela sublimidade de Deus é essencial na mensagem e atuação de Jesus. Verdade é, no entanto, que Jesus interpreta essa majestade de Deus como benevolência incondicional para com os humanos, como supremo amor pelo ser humano.

Mas, essa majestade e sublimidade incluem para Jesus também que o ser humano faça a vontade de Deus. A soberania não está em função da felicidade humana, no sentido de que Deus seja útil para a felicidade humana. Jesus visa ao que é de Deus: o que é bom para o ser humano, é procurar Deus “por causa de Deus” . Em outras palavras, o domínio de Deus tem sentido em si e por si; o restante é dado por acréscimo (Edward Schillebeeckx).

Contudo, mesmo quando o homem não procura a Deus dessa forma, ou seja, quando vai até Ele atrás de benefícios, cheio de ganância, ou porque sua situação é tão terrível que, no desespero, opta pela última hipótese; mesmo nessas situações, Deus age da mesma forma. Aliás, se ninguém vai até Pai sem que Ele mesmo o atraia, sem que seu Espírito o convença, tal Pai, tão amoroso, não deixaria de amar seus filhos arrogantes, presunçosos e avarentos que até então o desprezavam, visto que eles foram chamados nessas exatas condições. Esse Pai, o perfeito Pai, apresentou-se na figura de outros pais para que pudéssemos vislumbrar um pouco da relação que teríamos com Ele. Como escreveu o pastor Paulo Romeiro:

Jesus derramou sua graça ao contar a parábola do filho pródigo (Lc 15:11-22). O jovem rebelde afastou-se do pai levando na bagagem a herança reclamada, para depois desperdiçá-la longe de casa. Faminto e humilhado, fez o caminho de volta, disposto a ser tratado pelo pai como um de seus empregados, pois não se considerava digno de ser recebido como filho. Todas as exigências acabaram.

O pai, no entanto, pensava diferente. A Bíblia diz que o rapaz dirigiu-se ao pai, e este correu para o filho tão logo o avistou. Isso mostra que os passos do arrependimento são vagarosos e difíceis, enquanto os passos da graça e do perdão são velozes. O filho encontrou o que nunca esperava e nem merecia: abraços, beijos, boa comida, anel no dedo, roupa, sandálias e uma grande festa. Não houve censura nem cobrança por parte do pai. Em vez disso, ele ofereceu graça, em abundância.

Jesus não pôde conter sua graça!

Mesmo no momento mais angustiante de sua vida, pregado à cruz, Jesus não pôde conter sua graça. O malfeitor crucificado ao lado de Cristo rogou-lhe que se lembrasse dele quando entrasse em seu Reino. Jesus prontamente lhe respondeu que naquele mesmo dia estaria com ele no paraíso (Lc 2 3 :4 2 ,4 3 ).

Quanta certeza de perdão e salvação para quem não deu dízimo nem ofertas; para quem não foi batizado nem praticou boas obras! A graça foi suficiente!

Apenas o Evangelho


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