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Graça & Senhorio

Por Lucas Rosalem.

“Eu, Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta a vocês que, por causa da bondade do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam uma fé tão preciosa como a nossa” (2 Pedro 1:1 – NTLH).

O apóstolo Pedro inicia sua segunda carta se apresentando como servo; como propriedade de Jesus Cristo. Esse é o primeiro ensino da segunda carta de Pedro, mas muitas vezes passa sem que o leitor perceba.

Nós somos servos!

Nós pertencemos a Jesus. Somos missionários dele; ou seja, estamos aqui cumprindo uma missão e nada mais temos a fazer. Nós fomos convocados pelo Espírito Santo, que nos abriu os olhos para entendermos o Evangelho e nos convenceu dos nossos pecados. Ele fez isso para que prestássemos um serviço a Cristo: o serviço missionário.

É assim que Pedro continua a carta: “Que a graça e a paz estejam com vocês e aumentem cada vez mais, por meio do conhecimento que vocês têm de Deus e de Jesus, o nosso Senhor!” (2 Pedro 1:2).

Há aqui algo que ele chama de “graça”. Graça é a disposição que há no coração da Trindade em favor da sua criação. Principalmente, em favor da humanidade, que é por meio de quem a Trindade se comunica à sua criação. Graça é essa disposição favorável à humanidade. Pedro diz que aqueles que receberam a fé já foram atingidos por essa disposição favorável, já foram alcançados pela graça. Mas ele também está dizendo que nós podemos crescer no desfrutar dessa graça. Essa graça pode aumentar cada vez mais em nós. Ele também diz que com essa graça vem a paz. Paz é a harmonia que Jesus conquistou aos homens em relação à Trindade. Paz é a reconciliação do homem com Deus.

Pedro, ao dizer isso, está desejando que essa disposição favorável de Deus a nós, e essa harmonia e comunhão com o Criador, que agora é possível por causa de Cristo, estejam conosco e aumentem cada vez mais. Mas ele também explica como é que essa graça e essa paz se multiplicam em nós: através do conhecimento que temos de Deus e de Jesus! Ou seja, é pelo aprofundar-se em conhecer essa unidade divina da Trindade, e por compreender cada vez mais o que Cristo fez, é que nós crescemos multiplicadamente em paz e graça! Quanto mais compreendemos o que Jesus fez, mais esse favor se manifesta a nós e mais desfrutamos dessa comunhão com a Trindade.

No final do segundo verso, Pedro repete a ideia que já estava no primeiro, que é ter Jesus como nosso Senhor. Ora, se somos servos, temos um senhor. Nós temos um Senhor, que é Jesus. O ato bondoso de Jesus em nos salvar permitiu que Ele nos adquirisse para Ele. Nós pertencemos a Ele, e à medida que nos tornamos mais conscientes disso, somos mais envolvidos pelo favor e pela harmonia que Ele conquistou para nós.

A vida cristã se resume a estarmos conscientes de Cristo e fazer com que a compreensão do que Ele fez inunde a nossa mente e o nosso coração, transformando a forma como enxergamos todo o resto da nossa vida. O cristão não está com Cristo apenas dentro das paredes da igreja. Ninguém é cristão apenas no culto junto com outros cristãos. No trabalho, em casa e em todos os nossos relacionamentos, nós somos cristãos.

E ser cristão não é apenas ser honesto no trabalho e fiel nas relações, pois isso qualquer pessoa pode ser, mesmo sendo de outras religiões ou até ateu. Nós estamos unidos espiritualmente a Cristo e temos uma missão em tempo integral, que é expressar nossa união com Ele com nossa vida e relacionamentos, transmitindo aos outros a mesma mensagem que nos salvou, com atos e palavras.

Será que é possível enxergar isso olhando a sua vida no dia a dia?

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