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A Arqueologia e a Bíblia

Quem alega ter encontrado contradições nas Escrituras, geralmente não leva em conta contexto histórico e cultural, e não considera ou não compreende os diferentes estilos literários da Bíblia (simbologias, parábolas, metáforas, paráfrases, antropomorfismo, etc.).

Quando observamos essas questões, vemos que todas as passagens acusadas de contradição possuem uma explicação simples e, às vezes, até bem óbvia. Você já viu algum ateu ler a Bíblia levando em consideração o gênero literário dos textos, o contexto cultural, as peculiaridades dos idiomas originais, questionando sobre quando foi escrito, quem era o público-alvo original, em que circunstâncias e com quais objetivos? Aliás, examinar a Bíblia dessa forma foi o que trouxe muitos ateus para Cristo. 

De qualquer forma, essas coisas precisam ser levadas em conta ao lermos a Bíblia, ou boa parte do que lermos não terá sentido. Não levar em conta essas coisas faz com que qualquer texto perca o sentido.

Por fim, há uma dúvida levantada e respondida por Grudem que pode fechar o assunto:

“Será que poderia ser descoberto algum fato novo, científico ou histórico, que vá contradizer a Bíblia? Podemos dizer com confiança que isso nunca acontecerá – isso, na verdade, é impossível. Se algum suposto “fato” descoberto contradiz as Escrituras, então (se entendemos corretamente as Escrituras) esse “fato” deve ser falso, pois Deus, o autor das Escrituras, conhece todos os fatos verdadeiros (passados, presentes e futuros). Nunca virá à tona nenhum fato que Deus não conhecesse eras atrás e não tenha levado em conta quando fez com que as Escrituras fossem produzidas.

Cada fato verdadeiro é algo que Deus conhece desde a eternidade e que, portanto, não pode contradizer o que o Senhor fala nas Escrituras. Apesar disso, deve ser lembrado que estudos científicos ou históricos (assim como outros estudos sobre a criação) podem-nos levar a reexaminar as Escrituras para ver se elas realmente ensinam o que pensávamos que ensinavam. A Bíblia certamente não ensina que o mundo foi criado no ano 4004 a.C., conforme alguns pensavam (pois as listas genealógicas possuem lacunas). Todavia, em parte foram os estudos históricos, arqueológicos, astronômicos e geológicos que levaram os cristãos a reexaminar as Escrituras para verificar se elas realmente ensinavam uma origem tão recente para o mundo. Análises cuidadosas do texto bíblico mostraram que ela não ensina isso.

De modo semelhante, a Bíblia não ensina que o Sol gira em tomo da Terra, pois ela apenas usa descrições de fenômenos tais como os vemos a partir de nosso ponto de vista e não dá a entender que está descrevendo os movimentos do universo a partir de um ponto “fixo” arbitrário, localizado em algum lugar no espaço. Contudo, até que o estudo da astronomia avançasse o suficiente para provar a rotação da Terra em torno de seu eixo, as pessoas tinham por certo que a Bíblia ensinava que o Sol girava ao redor da Terra. Então o estudo de dados científicos instigou um reexame dos textos bíblicos apropriados.

Assim, sempre que formos confrontados por um “fato” que supostamente contradiz as Escrituras, devemos não apenas examinar os dados mencionados para provar o fato em questão, mas também reexaminar os textos bíblicos apropriados para ver se a Bíblia realmente ensina o que pensávamos que ela ensina. Não devemos nunca temer, mas acolher quaisquer novos fatos que possam ser descobertos em qualquer área de pesquisa ou de estudos humanos legítimos. Por exemplo, descobertas de arqueólogos trabalhando na Síria trouxeram à luz as Tabuinhas de Ebla.

Esses extensos registros escritos de aproximadamente 2000 a.C. irão por fim esclarecer bastante nossa percepção do mundo dos patriarcas e dos eventos ligados à vida de Abraão, Isaque e Jacó. Será que os cristãos devem ficar apreensivos, temendo que a publicação dessas informações venha a provar que algum fato em Gênesis é incorreto? Evidentemente, não! Deveríamos aguardar com ansiedade a publicação de tais dados com absoluta confiança de que, se forem entendidos de modo correto, serão totalmente coerentes com as Escrituras e lhes confirmarão a exatidão. Nenhum fato verdadeiro irá jamais contradizer as palavras do Deus que conhece todos os fatos e nunca mente. (GRUDEM. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva, p. 54).

A Arqueologia e a Bíblia
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