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Se só “a verdade vos libertará”, você não era livre

Escolher entre uma coisa ou outra não é livre arbítrio. Isso é livre agência. É como ter a opção de se compra um sabonete de R$ 1,50 ou um de R$ 1,55. Algo mais lhe influenciará de forma que você jamais estará livre pra julgar (arbitrar) nessa escolha, pois outros fatores importantes lhe inclinarão e impulsionarão sua ação (livre agência).

O mesmo acontece na salvação: a inclinação para o mal, a tendência pecaminosa, o pendor da carne (é tudo a mesma coisa, falei de 3 formas pra ficar mais claro, pois a Bíblia usa as 3 formas) nos torna presos à influência da carne, do pecado. Nesse sentido o homem não é livre pra agir, pois não está livre das influências, entende onde quero chegar?

Você pode escolher um sabonete igualzinho ao de R$ 1,50, mas que custe R$ 200,00. No entanto, é óbvio que não fará isso, pois os motivos que lhe influenciam são completamente decisivos.

A fé é um dom de Deus (um presente), ou seja, o homem não tem fé por conta própria. E é necessário se arrepender, certo? Mas o homem só se arrepende quando é convencido do pecado pelo E.S. Outro detalhe: a salvação não é pelo que fazemos, mas pelo que Cristo fez, pela vida que Ele teve, pois se fosse pela nossa, mereceríamos a condenação, como a Bíblia diz.

E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. […]
Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. […] Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.” (João 8:32, 34 e 36)

– Lucas Rosalem


 

 

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Pentecostais Semipelagianos

PENTECOSTAIS NEOPENTECOSTAIS
E >> ARMINIANOS SEMI-PELAGIANOS
Arminianos confessionais, que sabem o que estão dizendo, não são semi-pelagianos. Até aí tudo bem. O problema é que a maioria deles (que já é uma minoria mesmo) defende suas igrejas (em geral pentecostais) como se todos lá fossem arminianos, mas a realidade é que quase todos são semi-pelagianos.

A situação real é que a maioria mal entende o Evangelho, nunca refletiram sobre a tendência pecaminosa natural do homem porque seus pastores não falam sobre a Graça, não explicam salvação como sendo somente pela fé, então não têm como saber sobre todo o resto, não é mesmo?

E o mesmo está acontecendo quando um pentecostal tenta se defender quando aparece alguma heresia braba, dizendo que aquilo é neopentecostalismo. Isso é covardia, já que todas as denominações historicamente pentecostais no Brasil estão neopentecostalizadas. Usar seu próprio testemunho pra salvar um movimento gigantesco é desonestidade.

PENTECOSTES BÍBLICO X PENTECOSTALISMO
No pentecostes foram chamados de bêbados apenas por quem não tinha discernimento e foi uma minoria, visto que todos os discípulos estavam, não era baderna, mas falando frases em línguas estrangeiras. O que não tem absolutamente nenhuma semelhança com a bagunça pentecostal moderna. Aliás, a Bíblia diz “não vos embriagueis com o vinho […] mas enchei-vos do Espírito Santo”. Qualquer criança ensinada corretamente vê que a Bíblia está explicando justamente que bagunça e aparência de bebedeira é o CONTRÁRIO da ação do Espírito Santo.

DIFERENÇA ENTRE PENTECOSTAIS E NEOPENTECOSTAIS?
Até muitos anos atrás tinha muita diferença (as neopentecostais eram as únicas prometiam vitória financeira, que diziam que as palavras têm poderes mágicos, usavam símbolos judaicos, misturavam elementos da Umbanda, etc.), mas hoje em dia é quase impossível encontrar igrejas pentecostais que não tenham muitas dessas coisas, então hoje é praticamente impossível diferenciá-las.

Se você encontrar uma, tire uma foto, filme, faça um artigo na Internet… pois hoje é item de pesquisa e estudo; item raríssimo.

É de extrema importância que se fale de soteriologia. A questão não está em defender uma posição ou outra, longe disso. Eu sou calvinista porque lendo as Escrituras é isso que vejo. Mas, não importa, que se defenda, então, o Arminianismo nas neopentecostais, contudo, que seja bem explicado a todos que a salvação se dá pela Graça, mediante somente a fé, que vem apenas pela pregação do Evangelho.

Essa frase (esse versículo) sozinho é o fim do movimento neopentecostal! Ele elimina legalismo, liberalismo, pelagianismo, emocionalismo e misticismo, tudo de uma vez. É exatamente essa a questão mesmo: não estamos pregando o Evangelho!

Ninguém está aprendendo o Evangelho e não são incentivados a ler a Bíblia, pois quem lê, logo percebe as doutrinas da Graça e acaba procurando uma denominação mais séria. Então o melhor que esses pastores pilantras fazem é nunca incentivar o estudo e nunca pregam o Evangelho. Façamos isso nós mesmos!

PODER DO ESPÍRITO SANTO
O poder do Espírito Santo no Pentecostes era espiritual, não mágico; uma inspiração, não uma possessão; um poder que não agiria como uma força fanática cega, mas que se manifestaria como um espírito de amor e de uma consciência sã. Depois que o poder desceu, os apóstolos não se tornaram menos racionais, porém mais racionais; não loucos, mas sóbrios; não meros entusiastas inflamados e vazios, mas entusiastas equilibrados, claros e dignos expositores da verdade divina Em resumo, estavam prestes a ser diferentes daquilo que foram no passado, e mais parecidos com o seu Mestre: e não mais ignorantes, infantis, fracos, carnais, mas iniciados nos mistérios do Reino, e habitualmente sob a direção do Espírito de graça e santidade. (A. B. Bruce)

NO QUE VOCÊ CRÊ? E POR QUÊ???
Eu era pentecostal, não sou mais.
Era arminiano. não sou mais.
Era dispensacionalista, não sou mais.
Defender “até a morte” essas coisas (qualquer linha teológica sobre um desses assuntos) é um atestado de idiota. Quem faz isso está doente, está cego. A defesa “até a morte” deve ser só sobre o Evangelho.
Todo cristão deve estar aberto ao diálogo (diálogo não é “conversar”, mas compartilhar, submeter-se ao entendimento do outro e, se preciso, acatá-lo). Virei monergista, continuísta, amilenista e outras coisas por ter convicção que é um entendimento melhor das Escrituras. Se me provarem o contrário, estará provado, oras. Entenda os termos:

– Lucas Rosalem


 

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PODER DAS PALVRAS

Neste post, vou apresentar alguns pontos que se desenrolaram a partir de um post “bobo” que fiz no Facebook, a saber:

Não existe “poder” nas palavras, ok?
Isso é bobagem neopentecostal. Faça um teste aí, tente mover um objeto bemmmm pequeno com as palavras. Algum objeto tão pequeno que seja impossível alguém ter uma fé tão pequena que não consiga.
Você tem fé? Então, escolha um objeto ridiculamente pequeno e tente movê-lo. Se não conseguir, mude sua ideia.
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Alguém me perguntou:
Lucas, de que “poder da palavra”, afinal, você fala? Porque não é aquele poder verbal do tempo imperativo, certo? Nem também aquele poder de cura pela palavra trabalhado em análise clínica pela livre associação. Nem também o poder persuasivo do discurso e da sugestão. Mas também não acho que você está falando do poder criador do palavra tal como descrito no Gênesis. Então, que poder da palavra é esse que você nega? Só pra tirar minha curiosidade.

Resposta:

Quando um neopentecostal diz que as palavras têm poder, no que ele está pensando?

Bom, pentecostais em geral também têm o mesmo problema dos neopentecostais nesse assunto: espiritualizam e mistificam a importância ou relevância das palavras como sendo algo intrinsecamente poderoso, não pela informação contida que, ao ser entendida (obedecida ou não) incorre em consequência, mas em uma supersticiosa capacidade de alteração no meio sutil (como dizem os iniciados em qualquer sistema mágico) per se – o que é de uma ingenuidade (pra não dizer imbecilidade) sem tamanho.

O assunto contrariado no meu post, na Teologia, é chamado de Confissão Positiva. É a ideia de que as palavras são perigosas (ou benfeitoras) por si só, como um tiro ou qualquer ato físico. As palavras são imaginadas como pura magia, e o pensamento positivo (tal como o negativo) causa alterações físicas assim como os mantras supostamente causariam, segundo os orientais. Daí a ideia de “determinar a bênção” ou até amaldiçoar um inimigo. É uma espiritualização generalizada que mais causa medo do que ajuda. Isso é feito também com símbolos. Digamos que sua camiseta tenha um símbolo da Nova Era em algum lugar que você não percebeu. Se sua vida financeira anda de mal a pior e, por fim, você encontra o tal símbolo na camiseta, provavelmente era culpa do símbolo, que atraía maldições. E por aí vai. O pensamento se estende pra qualquer coisa, então não poderia deixar escapar as palavras.

Nem mesmo “maldições com causa” pegam em cristãos, se o assunto aqui for algum poder místico oriundo do próprio pronunciamento da tal “maldição”.

Mas então quer dizer que palavras nada fazem e para nada servem?

Opa, calma lá.

Eu “posso” chamar um táxi. Esse é o único sentido em que podemos dizer que as palavras têm poder. Ou seja, não tem absolutamente nenhuma relação com a noção supersticiosa brasileira, que apenas reflete o óbvio: falta de leitura da Palavra.

Alguém, a essa altura, objetou citando o exemplos do “poder” das ofensas.

Cristãos coerentes com as Escrituras não acreditam que palavras tenham poder. O único com poder é Deus. Nossas palavras podem surtir algum efeito, mas poder ser recusadas. E isso prova que elas não têm poder algum.

Quem dá ouvidos escolhe ser afetado. É por isso que a ofensa não deveria jamais ser criminalizada, porque ninguém precisa se ofender com nada. Quem se ofende é mais tolo do que quem tenta ofender. De qualquer forma, nós é que escolhemos nos ofender, porque palavras não ofendem, pessoas é que tentam ofender.

QUEM FAZ A VÍTIMA DA OFENSA?

Pense bem e amadureça.
Vítima de ofensa só é vítima porque escolheu se ofender. Isso nada mais é do que imaturidade. Eu posso chamar você de qualquer coisa e você pode escolher se ofender ou me achar infantil. Você pode até mesmo rir do meu xingamento, mas pode escolher ser ainda mais infantil que eu e ficar ofendida.

A culpa pela ofensa é também de quem se ofende, primeiro por dar ouvidos a algo infantil, segundo, por escolher causar dano permanente a si mesmo, sofrendo por algo sem sentido.

É IMPOSSÍVEL IGNORAR OFENSAS?

Tecnicamente não é impossível ignorar qualquer tipo de ofensa. Pode não ser fácil, mas aí mora a consequência do Fruto do Espírito. Cristãos não têm sangue de barata, mas se eles têm o Espírito, “dar a outra face” deveria ser normal.

Na verdade, acho mais fácil, pelo que tenho praticado, demonstrar-se ofendido, por puro senso de “dever” ou algo assim, do que interiorizar a ofensa. Tem coisa que nós sentimos que precisamos nos manifestar, mesmo que não sintamos nenhuma raiva no momento.

Acho esse tipo de coisa muito válida. Isso não significa que de fato nos ofendemos, mas que a pessoa que tentou ofender merece ser punida.

HÁ PODER NAS PALAVRAS DE AMEAÇAS?

Não. O que há é um aviso, que você pode ou não levar em conta, se fizer sentido. O poder não está nas palavras. Uma ameaça feita por uma pessoa de 50kg, sem os braços e tetraplégica continuaria sendo uma ameaça, mas não teria importância. Por quê?

Obviamente, porque essa pessoa não teria possibilidade de fazer qualquer coisa. Um homem agressivo, cuja esposa o conhece muito bem e sabe que ele é um cretino, quando faz uma ameaça, recebe atenção porque é sabido que ele pode muito bem cumprir o que diz. As palavras não têm poder, só comunicam um fato. Uma mulher nessa situação deveria tê-lo denunciado na primeira agressão. Qualquer transtorno psicológico derivado dessa situação infeliz do casal não é fruto das palavras, mas do pecado.

O mesmo com a criança aliciada. O problema não são as palavras, o problema é o pecado. Essas pessoas não sofreram por palavras, sofreram pela imoralidade de terceiros.

Novamente:

A ofensa tem dois lados: a do que TENTA ofender e a do alvo, que só é ofendido se quiser sentir-se assim. Portanto, a afirmação não é de modo algum genérica. Na verdade, ela aponta para a imaturidade, na maioria dos casos, e para a medida de justiça própria, em alguns (como o exemplo que você deu).

É como quando alguém chama alguém de “preto” pra ofender. Ora, se o alvo da ofensa é realmente preto, ou marrom, tanto faz, ele está sendo chamado de algo que ele é. Seria o mesmo que chamar um branco de branco, um homem de homem, um professor de professor, etc.

Aliás, todas essas pessoas podem se ofender, por infinitos motivos, mas não deixa de ser algo proposital: objetivamente querer sentir-se ofendido por algum motivo, seja por imaturidade ou por perceber que o problema não estava no que foi dito, mas no fato de que aquele que tentou ofender agiu de forma imoral.

– Lucas Rosalem


 

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Ninguém tem fé “do nada”

SALVOS PELA FÉ SOMENTE

Evangelho não é sobre “viver os mandamentos”, muito pelo contrário. Isso é misturar graça com lei, o que não faz sentido. Evangelho é a boa notícia justamente pra quem não consegue obedecer os mandamentos (ou seja, pra todos – ninguém consegue viver os mandamentos, e ninguém será salvo por obedecer, mas somente por crer).

Não somos justificados pelas obras, mas somente pela fé. As obras não nos justificam de maneira alguma, nem “junto com a fé”. Pelo contrário, nossas obras são como trapos de imundície para Deus. Elas só podem ser boas quando são fruto do Espírito (e não fruto nosso). Ou seja, as obras de quem é regenerado são apenas consequência da ação do E.S., são consequência por já estarmos salvos (e não o motivo pelo qual somos salvos).

A diferença básica e mais fundamental entre a crença católica e a protestante é que a protestante crê no que a Bíblia diz, que é apenas pela fé, sem obras, para quem ninguém se glorie.
Se realmente fomos salvos, nós TENTAREMOS obedecer. Ou seja, a obediência é CONSEQUÊNCIA da salvação, e não o motivo de sermos salvos.

A propósito, a fé não é uma convicção autogerada, mas é recebida pelo Espírito Santo e que tem como autor e consumador Jesus Cristo (e não nós mesmos) 🙂

Ninguém tem fé “do nada”. A fé verdadeira é dom de Deus, e não uma mera crença que alguém resolve ter. O homem é escravo do pecado enquanto o E.S. não o convence, sendo Cristo mesmo o próprio autor e consumador da fé que recebemos.

Será que você já compreendeu até aqui? Vamos mais uma vez:

Sou uma pessoa boa, logo, mereço o céu?

Resposta: Nãooooooooo! (você acertou essa, não é?)

Se a salvação fosse por ser bonzinho, então Jesus teria morrido completamente à toa. Se fosse pelas obras, os budistas, espíritas e até ateus estariam tranquilos em muitos casos, já que tentam ser bonzinhos.

Quem pensa esse tipo de coisa (“sou bom, mereço o céu”) é quem nunca frequentou igrejas que realmente pregassem o Evangelho. E isso é muito comum hoje em dia. A maioria das igrejas que se dizem evangélicas prega apenas rituais, cerimônias, prosperidade, “libertação” e os mandamentos, mas não prega o Evangelho.

Nesses anos todos de igreja você já ouviu pregações explicando o que é Expiação, Propiciação ou Justificação?

Se a resposta foi “não”, então você provavelmente não conhece o Evangelho ainda. :/

E A SANTIFICAÇÃO?
A santificação é efeito da salvação, e não o contrário. Entender o Evangelho implica apenas em crer nele, o resto (obras) são consequência da obra do E.S.

– Lucas Rosalem


 

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Sobre a salvação e a moral

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Três coisas aconteceram neste fim de semana, que me obrigaram a falar disso. Primeiro, o Facebook me lembrou da discussão com Olavo de Carvalho, que disse que, se a adoração a Deus não é a causa da salvação, então ela não serve para nada. Segundo, um colega disse que, se eu posso ser salvo fazendo coisas más, então a definição de mal é vã e, portanto, o Cristianismo não é moral. Terceiro, a pregação sobre a segurança da salvação, na escola dominical.

O que as primeiras têm em comum? A afirmação de que a moralidade deve ser analisada de uma perspectiva pragmática, aliás, de que o pragmatismo da minha perspectiva é a verdade. Mas a moralidade não é uma ferramenta, nem uma técnica, que eu desenvolvo para conseguir alguma coisa. A moralidade é a minha obrigação, que não depende da minha vontade ou opinião, mas sim da natureza de Deus.

A primeira mostra um indivíduo reconhecido como cristão, dizendo que eu não devo fazer a vontade de Deus, se eu não vou ganhar nada em troca. Colocando o homem no lugar de Deus e Deus, no lugar do homem, ele diz que a função da vontade de Deus é agradar o homem. Blasfêmia! Deus determina o que é importante, não eu. Deus determina a minha função e não o contrário. A adoração a Deus é uma oportunidade, não só uma obrigação.

A segunda mostra um indivíduo distinto da militância neo-ateísta, mostrando que o neo-ateísmo não é uma distorção do ateísmo, mas sim uma expressão dele, e os dois são um produto da inimizade contra Deus. Com razão, eles debocham dos teístas que consideram a moralidade uma técnica para conquistar a salvação. No entanto, eles não conseguem entender que a vontade de Deus é a lei, independentemente da minha vontade ou opinião. E a salvação é uma consequência da misericórdia de Deus, não da minha santidade ou do relativismo.

A terceira, ao contrário das primeiras, mostra o Cristianismo: O homem não consegue fazer nada além de pecar, mas Deus mostra a sua misericórdia, salvando alguns odiosos pecadores; e a sua justiça, condenando os outros. A moralidade não é anulada, ao contrário, ela é cumprida em Cristo, que foi condenado no meu lugar. E assim eu posso fazer a vontade de Deus, não para ganhar alguma coisa de Deus, porque eu já ganhei infinitamente mais do que eu merecia, mas sim por amor.

– Alfredo Barbosa


 

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COMO POSSO SER SALVO DO INFERNO?

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Vamos por partes.

O homem foi criado à imagem de Deus, totalmente livre de inclinações para arbitrar sobre o certo e o errado, escolhendo no fim das contas, o errado, sendo assim separado de Deus de forma irreconciliável por conta própria, por seus próprios meios.

A imagem de Deus no homem passa a ficar distorcida. O homem continua um ser moral, no entanto, incapaz de arbitrar livremente, pois agora lida com suas inclinações para o mal, pelas quais é considerado, biblicamente, morto espiritualmente.

Deus, antes da fundação do mundo, planejou salvar o homem pela obra de Cristo, já que não podia aceitar as obras dos homens. O Filho encarna, vive uma vida plena para ter o mérito da salvação necessário para os homens, e morre, recebendo toda a ira do Pai sobre Si, para que os pecados dos homens fossem punidos justamente.

Nenhum homem tem justiça em si, mas quando crê em Cristo, a justiça dEle é imputada ao que crê, e ele é considerado justo (ou justificado). O “crer” é o confiar na promessa de que Cristo morreu pra perdoar pecados individuais, ou seja, devo crer que Ele morreu porm


 

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Você é realmente livre?

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A Bíblia diz que o homem já nasce escravo do pecado. O homem não tem asas, então não é “livre” pra voar. Da mesma forma, o arbítrio do homem está limitado à sua natureza. É simples.
– Não existe “livre arbítrio”. Quem é escravo não é livre. As ações humanas estão limitadas à sua natureza. Não adianta fazer chororô, você não é bom se não for pela ação do Espírito Santo. Peça a Deus que te salve, pois por nós mesmos, pela nossa natureza humana, jamais escolheremos Deus. “não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis” (Romanos 3:11,12).

A salvação não é consequência das obras; a salvação, como qualquer cristão sabe, não é pelas obras, mas pela fé SOMENTE. A fé é um dom recebido, não uma coisa “auto-adquirida”. A fé é dada pelo Espírito Santo que nos convence do pecado e nos regenera. A consequência disso são as boas obras e não o contrário.

Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. A salvação é pela graça, mediante a fé, que não vem de nós. A fé só vem pelo ouvir do Evangelho, cuja transmissão é nossa responsabilidade. A fé, de qualquer forma, é um dom, um presente, dado pelo E.S. que convence o homem do pecado.

Quando o apóstolo Tiago fala sobre “Fé sem obras”, está dizendo que isso significa que essa fé é falsa. As obras da fé verdadeira são consequência natural, e não um esforço pessoal pra “provar” algo pra Deus.

Na relação de Deus com o homem não há meritocracia. Tudo, absolutamente tudo o que recebemos de Deus é por pura Graça, jamais por merecimento.

Não há preço a ser pago pela salvação, nem pelas bençãos, o que há é a necessidade sempre crescente de nos relacionarmos com o Deus que tudo nos dá de graça, e fazemos isso através da oração, jejum, meditação e comunhão.

Deus não precisa de nada que fazemos e não se beneficia dos nossos atos. Deus não precisa das nossas obras, mas o próximo precisa. Deus não precisa dos nossos corpos sendo sacrificados (metaforicamente), mas o próximo precisa. Voltamos ao início: ninguém será salvo por obedecer, pois o que acontece é o contrário: aquele que é salvo, passa a obedecer não para ser salvo (pois já está), mas por consequência da salvação.

– Lucas Rosalem


 

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MILAGRES NÃO PRODUZEM FÉ

Conversão se dá APENAS pela pregação do Evangelho. A fé criada por pão sempre “abandonará” quando acabar o pão. Os seguidores levianos eram motivados pelos desejos físicos e pelas necessidades materiais.

Aí vem a pergunta: “Se Deus operava milagres então, porque não o faz agora? Se eu visse um milagre, poderia crer!” Esta pergunta já foi respondida na época do nosso Senhor. Um rico que estava nas tormentas do inferno levantou seus olhos e implorou a Abraão que alguém fosse prevenir seus cinco irmãos a fim de que não viessem àquele lugar terrível. . A resposta era que seus irmãos já tinham as Escrituras. Mas, protestou o rico, se alguém ressuscita s-se da morte, ficariam tão abalados pelo milagre que prestariam mais atenção. A réplica que recebeu é tão aplicável hoje como naquela época: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16). E assim é hoje. Muitas pessoas têm uma pressuposição racionalística que nega a própria possibilidade de haver milagres. . Sendo que sabem que não existe a possibilidade de milagres, nenhuma quantidade de evidência poderia persuadi-las que um milagre aconteceu. Sempre teriam uma explicação naturalística para postular como alternativa.

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Os milagres nunca foram operados finalizando prestígio pessoal ou a obtenção de dinheiro ou de poder. O Diabo tentou nosso Senhor no deserto a empregar exatamente assim. Seu poder milagroso, mas Ele recusou sem hesitação.
Como evidência da veracidade da mensagem cristã, porém, nosso Senhor frequentemente fez uso de milagres. Respondendo ao pedido direto dos judeus, de dizer-lhes claramente se Ele era o Messias, disse, “Já vo -lo disse, e não credes.
As obras que eu faço em nome do meu Pai, testificam a meu respeito” (João 10.25). Também lhes disse, que caso tivessem qualquer hesitação em crer nas Suas reivindicações, deveriam crer por causa das próprias obras (14.11).
– Paul E. Little
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Os milagres não são necessários para nós hoje, por que já temos relatos fidedignos dos milagres que já ocorreram. Conforme observa Ramm:
“Se os milagres são passíveis de percepção sensória, podem ser assuntos de testemunho. Se são adequadamente testificados, então o testemunho registrado tem a mesma validade evidenciai como a experiência de ver o acontecimento”.

Nem sempre a cura é o melhor que Deus tem para nós. Os planos de Deus são insondáveis. Não confunda seus planos com os planos de Deus. Ele não curou Paulo dos olhos, nem Timóteo do estômago, nem Trófimo, nem o profeta Eliseu. Os planos de Deus são mais altos que os nossos. Apenas confie, seja grato e não tire os olhos do céu! Glória a Deus!

Quer saber como deixar a bênção tomar posse de você? Recomendo este livro: www.editoramentecrista.com/produto/fe

– Lucas Rosalem


 

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Simão, o Mago

Poucos personagens bíblicos causaram tão má impressão como Simão, o Mago.

Na igreja antiga dizia-se — e ainda é repetido em muitos livros de história, que ele foi o fundador de quase toda heresia de origem incerta. Em algum ponto, por volta do século III ou IV, um escritor anônimo com muita imaginação escreveu a literatura pseudoclementina,na qual Simão, o Mago, é o vilão que vai a todo lugar tentando desfazer o trabalho de Simão Pedro.

Durante a Idade Média, os cristãos, que desejavam a reforma da igreja e que lamentavam a prática de comprar e vender posições eclesiásticas, deram a essa prática o nome de “simonia” por causa de Simão, o Mago, que quis comprar o dom do Espírito Santo. E, no século XX, Hollywood, como não podia ficar aquém dos demais, produziu um filme (O cálice de prata) no qual Simão, o Mago, é um charlatão que usa truques de mágica para tentar ultrapassar os milagres dos apóstolos. Mais comumente, diz-se que Simão, o Mago, era um hipócrita que tentou usar o evangelho para o próprio benefício financeiro.

Contudo, o texto não diz isso. O texto simplesmente fala que Simão acreditava e estava “admira[do]” com as coisas que via acontecerem à volta de Filipe. O texto também diz que ele era um homem poderoso. Ele era tão poderoso que as pessoas diziam o seguinte a respeito dele: “Este é o Poder de Deus que se chama Grande Poder”.

Esse prestígio incrível de Simão é confirmado pelo testemunho de Justino Mártir, que procede da região de Samaria. Simão, esse homem poderoso e prestigiado, é convertido. Mas ele, ao ver que os apóstolos têm o poder de conferir o Espírito Santo, deseja ter o mesmo poder e deseja receber esse poder em troca de dinheiro. Ele sempre foi poderoso e, agora, deseja trocar dinheiro, símbolo de seu poder em Samaria, pelo dom dos apóstolos a fim de ser tão poderoso e prestigiado na igreja como é em Samaria.

É a isso que Pedro responde com palavras duras, dizendo-lhe que está “cheio de amargura e em laços de maldade”, e que, por isso, o dinheiro dele perecerá com ele. A isso, Simão responde com palavras que parecem indicar, pelo menos, o início de arrependimento.

Quando lido assim, o texto não é sobre sinceridade ou hipocrisia, mas sobre como o poder afeta a vida cristã.

– Justo Gonzales


 

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PODEMOS JULGAR FALSOS MESTRES?

É justamente por causa da clareza bíblica sobre denunciar heresias e expulsar do nosso meio os falsos mestres que temos OBRIGAÇÃO MORAL de fazê-lo. E denunciar uma heresia é especificamente JULGÁ-LA como tal, assim como expor um falso mestre é JULGÁ-LO como tal. Medo de julgar está ligado à imaturidade cristã e à falta de conhecimento de Deus através da Escritura. O que Deus fará é condenar, que é bem diferente. A defesa da fé é por nossa conta. Não fazer isso é ser negligente e cúmplice.

Para a mulher pega adulterando ele disse: ”Nem eu te condeno, vá e não peques mais”, para Zaqueu que cobrava juros abusivos, ele disse: ”Hoje me importa pousar na sua casa”, e a prostituta que ungiu seus pés, foi elogiada’. Mas Judas que o vendeu, foi chamado de diabo, e os mercadores do templo foram expulsos e chamados de ladrões e salteadores. Os religiosos que conheciam a verdade, eram duramente criticados por Jesus por causa da hipocrisia, e os pecadores confessos eram abraçados pelo Mestre. ”Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes.” (Mateus 9:12)

Do fundo do coração: não quero a condenação eterna dos falsos mestres! Quero a conversão destes também! Mas é preciso que a Igreja de Cristo perceba algo na diferença de tratamento que Cristo deu a eles e como isso pode ser crucial para nossa saúde espiritual.

CRISTÃO MADURO DIALOGA
A única complicação que vejo em debater certas controvérsias é a dificuldade em se manter um diálogo saudável com gente orgulhosa e pouca instrução/compromisso com a Palavra. Isso porque nós vemos discussões diversas na Escritura, como a que Paulo teve com Pedro, e o assunto lá era muito complicado, mas foi resolvido, isso porque se tratava de dois homens mais comprometidos com o ensino correto do que consigo mesmos. Crente que foge de repreensão, que foge de correção, ainda não deixou de ser menino na fé.

Um comentário do Gildo de Carvalho:
O problema não é ser ou não ser pentecostal, mas ser ou não instruído na Palavra e de forma sadia. Uma pessoa bem instruída saberá questionar (o que é bem diferente de se rebelar) e refletir sobre o que lhe é ensinado. Isso é muito bom! Assim cada um, com a segurança do bom conselho, estará com seus passos sobre o evangelho transformador numa sociedade deturpada.

VOCÊ ACEITA HERESIAS?
Nenhum crentes admite que aceita heresias, mas na verdade a maioria esmagadora simplesmente se mantém calado e se omite, com medo de conversar com seus líderes ou de expor sua revolta. De um lado líderes orgulhosos e, de outro, seguidores omissos que não admitem isso.

“A HUMILDADE é a principal marca do cristão, junto com o AMOR resolveria muitas destas questões! O confronto de idéias faz parte de qualquer seguimento social, mas o que percebemos é uma verdadeira “guerra”, e o pior, muitos não sabem nem o que estão ‘defendendo’!” ( Sonia Minucelli )

Alguns cristãos tem tanto medo de questionar, que acabarão indo para o inferno com medo e tudo. A negligência é igual à conivência. Quem se cala por medo, além de demonstrar falta de fé em Deus e mostrar uma fé fraca, mal estruturada, torna-se cúmplice dos falsos mestres.

– Lucas Rosalem


 

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